Itália atinge novo recorde com 21.994 casos nas últimas 24 horas
Covid-19
27 de out. de 2020, 18:13
— Lusa/AO Online
Este é o maior número
de infeções registadas até agora, embora estejam a ser realizados muito
mais testes do que no início da epidemia, em fevereiro, com 174.000
desde segunda-feira.No último dia, 221
pessoas perderam a vida por causa do novo coronavírus, um número que não
era observado desde meados de maio e que aumenta o total de óbitos em
Itália para 37.700.No país, 564.778
pessoas já foram infetadas desde o início da crise, a 21 de fevereiro,
com o aparecimento dos primeiros casos autóctones.A
situação nos hospitais é particularmente preocupante. Das 255.000
pessoas doentes com covid-19 em Itália, 15.366 estão hospitalizadas
(mais 1.085 do que segunda-feira) e 1.411 requerem cuidados intensivos
(mais 127).De qualquer forma, o diretor de
Prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, explicou que apesar da
tendência de aumento, a “ocupação das Unidades de Cuidados Intensivos
está ainda abaixo do nível de alerta” porque foram reforçadas nos
últimos meses.As regiões mais afetadas
continuam a ser a Lombardia, com mais de 5.000 novas infeções desde
segunda-feira, a maioria na capital Milão, e Campânia, com cerca de
2.700 casos.Com estes dados, a Itália, em
estado de emergência até 31 de janeiro de 2021, mantém fechados cinemas,
teatros e salas de concertos, a educação à distância tem sido promovida
e reduziu os horários de funcionamento de bares e restaurantes até às
18h00.Estas são algumas das medidas
decretadas pelo Governo no último domingo, em vigor até 24 de novembro, e
que têm gerado protestos no setor da cultura e restauração.Na
segunda-feira à noite, houve fortes motins em cidades como Turim ou
Milão, que estão a ser investigados se foram provocados por grupos ultra
ou neofascistas.Também hoje surgiram
manifestação nas principais cidades do país: em Nápoles protestaram os
taxistas, em Roma os donos de ginásios e centros desportivos, enquanto
os empresários de restauração o fizeram em várias partes do país.O
assessor do Ministério da Saúde, Walter Ricciardi, defendeu hoje como
“necessário” o confinamento de Milão e Nápoles, principais fontes de
contágio.