Israelitas de Lisboa condenam ataques e pedem a Portugal que mantenha apoio ao país
Israel
10 de out. de 2023, 09:28
— Lusa/AO Online
Numa
mensagem enviada à Lusa, o presidente da CIL, David Joffe Botelho,
disse que “não há justificação para este nível de desumanidade e de
crueldade” e que a organização “chora as vítimas dos desprezíveis
ataques terroristas perpetrados em Israel e manifesta a sua total
solidariedade para com as suas famílias neste momento de enorme
sofrimento e pesar”.Afirmando-se “unida e
solidária”, a CIL “apela ao Estado Português que mantenha e reforce o
seu apoio ao Estado e ao povo de Israel”, que “tem o inequívoco direito
de se defender destes e de futuros ataques e de empenhar a plena
capacidade das suas forças de segurança no sentido de proteger a sua
integridade territorial e a defesa da sua população”.Por
isso, Joffe Botelho diz que a “CIL está solidária com o povo de Israel e
com todos aqueles cujas vidas foram roubadas ou afetadas por ações
terroristas”.“Estamos imensamente
apreensivos com a situação de todas as pessoas que foram sequestradas” e
“esperamos que possam sobreviver a esta provação inimaginável e a estas
ações de violência e de terror”, acrescenta o dirigente na mensagem
enviada à Lusa.Agora, a CIL espera que os
reféns “possam voltar em segurança para as suas famílias e que as suas
vidas não sejam interrompidas em nome de uma barbárie sem razão e sem
sentido”, de modo a que “justiça prevaleça e que rapidamente seja
possível regressar-se a uma desejada situação de paz”.A
CIL promove esta terça-feira, pelas 21 horas (menos uma nos Açores), no Alto do Parque Eduardo VII, em
Lisboa, uma vigília solidária pelas vítimas dos ataques, “desprezíveis
atos de terrorismo que têm assolado Israel e que vitimaram centenas de
pessoas, a umas roubando a vida, a outras o direito ao futuro,
impactando milhares de famílias e marcando para sempre todo um povo”.É nessa zona que a CIL tem celebrado a Chanukkah, uma cerimónia judaica que simboliza a vitória da luz sobre as trevas.Para
David Botelho, “apesar de este não ser o tempo da Chanukkah, este é
seguramente o tempo de afirmar os valores da vida, do direito à paz e à
segurança e de alimentar o sentimento de esperança”.
“Faremos uma vigília pelas vítimas e por Israel, lembrando os que
caíram às mãos do terrorismo, que merece inequívoca condenação e
combate, mas que não triunfará nem desmobilizará o Estado e o povo de
Israel na defesa da sua soberania, integridade territorial e população”,
referiu.A vigília conta com o apoio da
Embaixada de Israel em Lisboa e estará presente o rabino da comunidade,
Ruben Suiza, que fará uma “leitura em memoria das vitimas e de apelo à
paz”, referem os promotores.