Israel reclama desmantelamento de célula do Hamas que planeava matar ministro Ben Gvir
Médio Oriente
3 de set. de 2025, 14:59
— Lusa/AO Online
A célula era composta por militantes da Cisjordânia ocupada liderados por líderes do Hamas na Turquia.De
acordo com a versão das autoridades, divulgada por jornais como o
Haaretz ou o Times of Israel, os militantes planeavam usar drones com
explosivos para assassinar Ben Gvir.Os
drones foram apreendidos após a prisão dos suspeitos, que estavam
baseados na cidade palestiniana de Hebron, no sul da Cisjordânia
ocupada, numa operação que decorreu nas últimas semanas, segundo o Shin
Bet, os serviços de segurança interna israelita."O
Shin Bet continuará a trabalhar para impedir qualquer tentativa do
Hamas de promover atividades terroristas contra o Estado de Israel e os
seus cidadãos", declarou a agência, que adiantou que irá tomar medidas
"para processar os envolvidos nessas atividades", segundo o The
Jerusalém Post, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press.O Hamas não se pronunciou até ao momento.Ben
Gvir, um dos principais expoentes da extrema-direita israelita (que
defende a anexação da Cisjordânia ocupada e a expulsão dos
palestinianos) agradeceu ao Shin Bet por ter frustrado os planos dos
militantes."Os terroristas capturados
poderão agora aprender sobre as condições dos terroristas nas nossas
prisões", disse o ministro nas redes sociais.O
governante é responsável pelos serviços prisionais israelitas, onde
organizações de direitos humanos documentaram abusos e tortura contra
detidos palestinianos.Colono baseado na
Cisjordânia e líder do partido supremacista Poder Judaico, foi condenado
oito vezes por crimes como racismo, vandalismo e apoio a uma
organização terrorista. Advogado de formação, destacou-se na defesa de judeus extremistas acusados de ataques violentos contra palestinianos. Ben
Gvir tem defendido repetidamente a fome dos habitantes da Faixa de
Gaza, insistindo que, enquanto houver reféns israelitas, não deve entrar
água ou comida no enclave palestiniano, palco de uma ofensiva israelita
desde outubro de 2023.Além disso,
argumenta que a guerra atual é uma "oportunidade histórica" para
reocupar a Faixa de Gaza, referindo-se aos colonatos israelitas que
existiam ali antes de serem desmantelados por Israel em 2005.A
par do ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, também de
extrema-direita, Ben Gvir está impedido de entrar nos Países Baixos e na
Eslovénia, onde os dois governantes foram declarados ‘personae non
gratae’.