Israel prorroga até novembro lei que permite fechar meios de comunicação estrangeiros
18 de jul. de 2024, 10:42
— Lusa/AO Online
O Governo israelita
aspirava transformar em permanente esta ordem, conhecida como 'lei Al
Jazeera' e aprovada em abril passado para concretizar o encerramento dos
escritórios em Israel daquele canal do Qatar antes do final de julho,
altura em que expirava.Este projeto de
lei, elaborado pelo Ministério das Comunicações, visa limitar a
atividade de emissoras estrangeiras se houver uma "probabilidade
convincente" de danos à segurança nacional de Israel.
O Governo de Benjamin Netanyahu acusa a Al Jazeera de “transmissões
contra Israel que procuram prejudicar a segurança nacional”.Desde
o passado dia 05 de maio, o canal do Qatar deixou de ser transmitido na
televisão israelita, além de as autoridades israelitas terem bloqueado
todas as páginas na internet da rede de meios de comunicação Al Jazeera e
retirado todas as acreditações dos funcionários deste órgão de
informação.A Al Jazeera é um dos canais
com mais jornalistas destacados na Faixa de Gaza e, desde outubro, tem
noticiado bombardeamentos a hospitais, ataques a edifícios residenciais e
mortes de habitantes de Gaza, que, segundo especialistas, podem ser
considerados crimes de guerra.Obter
informações em primeira mão sobre o que está a acontecer na Faixa de
Gaza é difícil porque Israel continua a impedir a entrada da imprensa
internacional no devastado enclave, onde, segundo o Hamas, mais de 160
jornalistas de Gaza foram mortos, um número que também inclui
intelectuais, escritores e ‘influencers’.No
dia 11 de junho, mais de 70 meios de comunicação e organizações da
sociedade civil, em coordenação com o Comité para a Proteção dos
Jornalistas (CPJ), assinaram uma petição instando Israel a permitir a
entrada da imprensa estrangeira na Faixa de Gaza.“Os
jornalistas sobreviventes de Gaza trabalham em condições de extrema
privação. Apelamos a Israel que forneça acesso imediato a Gaza à
imprensa independente e estrangeira e que proteja os jornalistas locais,
conforme exigido pelo direito internacional”, instou o CPJ.