Israel arranca com quarta dose da vacina para pessoas vulneráveis
31 de dez. de 2021, 13:03
— Lusa/AO online
Cerca
de um ano após o lançamento de um plano de vacinação maciço através de
um acordo com a empresa farmacêutica Pfizer e quase seis meses depois de
ter começado a administrar doses de reforço, as autoridades sanitárias
israelitas deram ‘luz verde’ na quinta-feira para administrar a quarta
dose de vacina a pessoas com o sistema imunitário comprometido.Entre
as pessoas que já receberam uma quarta dose estão alguns pacientes do
hospital de Sheba, em Ramat Gan, um subúrbio de Telavive, que foram
submetidos a transplantes cardíacos, por exemplo. O hospital iniciou um
ensaio clínico na segunda-feira, administrando uma quarta dose da vacina
contra a covid-19 aos seus prestadores de cuidados."Tivemos
bons resultados com a terceira dose, que não causou quaisquer efeitos
secundários além de dor localizada suave. Estamos ansiosos por ver a
resposta a esta quarta dose", afirmou a médica Galia Rahav, secundada
pelo cardiologista Yael Peled: “Esta dose irá aumentar a proteção contra
o coronavírus [SARS-CoV-2]".Segundo
o diretor do departamento de doenças infecciosas desta unidade
hospitalar, Gili Regev-Yochay, a administração de uma quarta dose irá
avaliar o possível aumento de anticorpos, a ocorrência de efeitos
secundários e se reduz ou não o risco de infeção.O
diretor-geral do Ministério da Saúde, Nachman Ash, também autorizou
hoje a administração da quarta dose a residentes de lares de idosos e
pacientes em departamentos geriátricos. "A decisão foi tomada na
sequência de receios de um aumento do número de contaminações nestas
instituições, que põem em perigo a saúde destas pessoas", referiu uma
nota do ministério.Já
o primeiro-ministro, Naftali Bennett, disse na última semana que todos
os israelitas com mais de 60 anos e os profissionais de saúde teriam
direito a uma quarta dose, mas essa decisão carece ainda de aprovação
pelo Ministério da Saúde.A
administração de uma quarta dose irá avaliar o possível aumento de
anticorpos e a ocorrência de efeitos secundários, e se reduz ou não o
risco de infecção, disse Gili Regev-Yochay, diretor do departamento de
doenças infecciosas do Hospital de Sheba.Israel
já recebeu na quinta-feira o primeiro carregamento de comprimidos
contra a covid-19 produzidos pela Pfizer, uma vez que o número de casos
continua a aumentar.As
autoridades de saúde israelitas contabilizaram mais de 4.000 novos
casos de covid-19 na quinta-feira, um recorde desde setembro, mas até
agora tal aumento não se traduziu num crescimento exponencial dos
internamentos hospitalares.