Israel admite ter matado palestiniano "terrorista" de 14 anos
Médio Oriente
Hoje 16:36
— Lusa/AO Online
Num
comunicado, as Forças Armadas israelitas informaram que “foi
identificado um terrorista a correr em direção aos soldados com uma
pedra, representando uma ameaça iminente”, tendo sido efetuados tiros de
aviso antes de disparos destinados a “eliminar o terrorista”.Os
porta-vozes militares israelitas já afirmaram noutras ocasiões que
consideram como “terrorista” qualquer palestiniano que ataque
israelitas, incluindo em situações que envolvem apenas o lançamento de
pedras.Segundo o mesmo comunicado, os
soldados deslocaram-se à zona após receberem um alerta de que “vários
terroristas” estariam a “atirar pedras, a incendiar pneus e a bloquear
as vias de acesso” na região de Al Mughair.Fontes
locais denunciaram desde a manhã uma presença “sem precedentes” de
colonos israelitas nas imediações da aldeia, divulgando fotografias e
vídeos para alertar para episódios de violência.Os
confrontos entre colonos e habitantes locais são frequentes durante
incursões na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, onde
os colonatos são considerados ilegais pelo direito internacional.Testemunhos
recolhidos no local indicam que o Exército israelita fechou todos os
acessos à aldeia, impedindo a circulação de pessoas e veículos.Vídeos
captados por moradores exibem veículos blindados israelitas no interior
da aldeia e soldados a cercar um palestiniano encolhido no chão,
apontando-lhe armas de fogo.“As forças
continuam a realizar buscas na área e estabeleceram bloqueios para
localizar outros suspeitos envolvidos no incidente”, acrescentou o
Exército israelita.Segundo o Gabinete das
Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), pelo
menos dois palestinianos foram mortos em ataques israelitas na
Cisjordânia até 10 de janeiro.Em 2025,
esses ataques causaram a morte de 242 palestinianos, 55 dos quais
menores de idade, número que sobe para cerca de 1.060 desde 7 de outubro
de 2023, quando Israel intensificou as suas operações na Cisjordânia
após os ataques das milícias de Gaza.