IRT detetou 216 unidades de alojamento não licenciadas em 2018
14 de jan. de 2019, 11:45
— Susete Rodrigues/AO Online
As inspeções realizadas tiveram como finalidade
verificar parâmetros de segurança, bem-estar e requisitos gerais
obrigatórios e opcionais dos alojamentos turísticos, bem como o
cumprimento dos requisitos legais das atividades de animação
turística, contando, em algumas delas, com a participação de
outras entidades, nomeadamente a Autoridade Tributária e Aduaneira,
os municípios e outras entidades fiscalizadoras e policiais, explica
nota do executivo.
Em 2018 foram detetadas 216 unidades de alojamento não
licenciadas ou registadas, que correspondem a 864 camas, sendo que,
destas unidades, 187 já se encontram licenciadas/registadas ou
encerraram a atividade.
Realizaram-se 336 ações inspetivas em empreendimentos turísticos
(72), estabelecimentos de hospedagem (119) e atividades de animação
turística (145), para além de 157 ações de deteção de
atividades de animação turística não registada (terrestre ou
marítima).
Diz a nota que foram ainda analisadas e tratadas 317 reclamações
referentes a todas as atividades turísticas no arquipélago, sendo
as ilhas de maior dimensão (São Miguel e Terceira) aquelas onde se
registou um maior número de reclamações.
Aproximadamente 61% das reclamações apresentadas incidiram sobre
o alojamento e cerca de metade destas tiveram na sua origem falhas
nos serviços prestados.
Foram instaurados 16 processos de contraordenação, os quais na
sua grande maioria incidiram sobre ilícitos relacionados com a
exploração de alojamentos turísticos.
Foram também realizadas ações de deteção de oferta irregular
de alojamento disponibilizado online, por operadores
registados/licenciados, tendo-se detetado 29 irregularidades.