Irmãos Emeric e Vanina Guerillot fazem história para Portugal no esqui alpino
JO2026
Hoje 16:52
— Lusa/AO Online
Aos
18 anos, Emeric Guerillot, natural de França, abrilhantou a estreia na
mais importante competição mundial de desportos de inverno com o 32.º
lugar no Super G, igualando o melhor desempenho de um atleta português
em provas de esqui alpino, 32 anos depois de Georges Mendes ter obtido o
mesmo resultado no slalom em Lillehammer1994.O
jovem esquiador não conseguiu repetir a proeza no slalom, a terceira e
última prova que disputou, desistindo após 10 segundos de descida na
primeira manga, realizada no centro de esqui de Stelvio, em Itália, sob
condições climatéricas muito adversas, com queda de neve intensa, que
custou a eliminação de mais de metade dos 95 participantes.Pelo
meio, Emeric terminou o slalom gigante numa respeitável 38.ª posição,
após ter recuperado ligeiramente na segunda manga, numa prova em que o
brasileiro Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha em
Jogos Olímpicos de Inverno para um país sul-americano e logo de ouro.Vanina
Guerillot, de 23 anos, disputou a competição pela segunda vez e também
reescreveu a história: o 41.º lugar que alcançou na prova de slalom
gigante melhorou em duas posições o resultado obtido em Pequim2022 e
converteu-se no melhor desempenho de sempre de uma esquiadora portuguesa
na disciplina.A irmã de Emeric, primeira
portuguesa a participar em mais do que uma edição dos Jogos Olímpicos de
inverno, encerrou hoje a participação lusa com o 45.º lugar na prova de
slalom, na pista Olympia dele Tofane, em Cortina d’Ampezzo, que
consagrou a norte-americana Mikaela Shiffrin, considerada uma das
melhores esquiadoras de sempre.A história
de José Cabeça no esqui de fundo não foi tão feliz. O atleta português
estreou-se em Milão-Cortina2026 com o 91.º lugar na qualificação para a
final da prova de sprint clássico e despediu-se com o 99.º posto na de
10 km estilo livre, depois de ter sofrido uma queda logo no início do
percurso, em Tesero, na Itália.Na segunda
prova, o português foi testemunha privilegiada da proeza do norueguês
Johannes Klaebo, que igualou o recorde de oito medalhas de ouro
olímpicas, na posse também compatriotas Marit Bjoergen, Bjoern Daehlie e
Ole Einar Bjoerndalen, entretanto superado pelo ‘cometa’, que hoje se
sagrou campeão pela 10.ª vez.José Cabeça,
de 29 anos, terminou a segunda participação olímpica (após a presença em
Pequim2022) sem conseguir atingir o objetivo a que se propôs, de
“alcançar o melhor resultado de Portugal no esqui de fundo por larga
margem”, descrito no guia do Comité Olímpico de Portugal (COP).