Irmandade do Santo Cristo decide em breve o que fazer nas festas açorianas
Covid-19
9 de mar. de 2020, 17:13
— Lusa/AO online
Carlos Faria e Maia refere que
“neste momento” a Irmandade “não tem nenhum plano de contingência”, indo
reunir-se em breve, também com a presença do reitor do Santuário do
Santo Cristo, para “decidir o que vai ser feito”.A
Irmandade do Senhor Santo Cristo, que nasceu por iniciativa do
Comandante Geral da Ilha de São Miguel, sargento-mor António Borges
Bettencourt, foi fundada em abril de 1765 e é desde aquela data a
principal responsável pela organização das maiores festas religiosas dos
Açores, um culto com mais de 300 anos.Milhares
de pessoas de origem açoriana e turistas deslocam-se a Ponta Delgada,
na ilha de São Miguel, para participar nas festas do Santo Cristo dos
Milagres, que este ano decorrem de 15 a 21 de maio.Para
o provedor da Irmandade, “para já, nada invalida que as festas não
venham a decorrer normalmente”, mas “há que ter um plano traçado”. O
reitor do Santuário do Santo Cristo, Adriano Borges, também em
declarações à Lusa, refere que “manter-se-á tudo igual, não havendo
alterações, a não ser que as autoridades sanitárias do país e da região
decidam que é preferível fechar fronteiras, aeroportos e não permitir
que as pessoas promovam grandes ajuntamentos”.Para
Adriano Borges, que se afirma tranquilo, vão naturalmente “adotar-se as
precauções necessárias mas, de resto, será tudo igual”, considerando
que um plano de contingência surgirá “na medida em que for pedido”, em
harmonia com a Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres e com as
autoridades da saúde.O cónego adianta que,
durante as festividades, vão ser seguidas as orientações da Conferência
Episcopal Portuguesa em relação ao abraço da paz, água benta nas pias e
à comunhão.