Irina Rodrigues ambicionava diploma no disco mas destaca época fantástica
Paris2024
6 de ago. de 2024, 08:57
— Lusa/AO Online
"Gostaria muito de ser top 8 e de
ter o diploma olímpico, e sei que estive perto. Como é óbvio, fico aqui
um bocadinho triste com isso, mas dei tudo o que eu tinha”, afirmou a
lançadora natural de Leiria, depois de ter concluído a prova no
nono lugar, com um arremesso a 61,19 metros, na sua segunda tentativa.A
médica no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, lembrou a sua
época, em que estabeleceu em 66,60 metros, em 10 de março último, o novo
recorde nacional, acrescentando 20 centímetros à anterior melhor marca,
na posse de Liliana Cá.“Fiz o meu melhor e
acho que a época que fiz foi fantástica, foi o meu melhor resultado de
sempre numa final a nível mundial, então estou grata, mas satisfeita
menos um", referiu Irina Rodrigues, após concluir a sua quarta presença
olímpica.A portuguesa começou com 60,39
metros no primeiro lançamento e 61,19 no segundo, sentindo-se capaz de
fazer melhor no terceiro, que lhe permitiria fazer mais três lançamentos
e integrar o top 8 da final, mas acabou com um nulo."Estava
a sentir que era capaz e que as coisas podiam correr bem, mas, às
vezes, quando queremos demais foge-nos um bocadinho em termos técnicos.
Não foi aquilo que eu queria e foi um lançamento que correu mal. Tirando
isso, o trabalho estava feito, eu queria muito lançar mais na final do
que na qualificação [conseguiu 62,90, na sexta-feira], não foi possível e
está tudo bem, não retira o mérito de estar na final olímpica e da
época incrível que eu fiz", declarou.Irina
Rodrigues, de 33 anos e que disputou pela primeira vez uma final
olímpica, não se mostrou intimidada com as mais de 70.000 pessoas
presentes no estádio."Na qualificação já
tive uma sensação semelhante, estava muita gente também, e já começa a
ser confortável, já não há o impacto que outrora foi negativo. Agora,
até é bom saber que há tanta gente que gosta de atletismo", finalizou
Irina Rodrigues, que, além do nono lugar hoje conquistado, foi 25.ª em
Tóquio2020 e 32.ª em Londres2021, depois de ter falhado o Rio2016 devido
a lesão.Após o nono lugar de Irina
Rodrigues, o quinto lugar de Liliana Cá, alcançado nos Jogos de
Tóquio2020, permanece como a melhor classificação lusa de sempre no
lançamento do disco.