Irão: Obama considera improvável obter acordo muito diferente face ao de 2015
Hoje 19:50
— Lusa
“É pouco provável que qualquer acordo que venha a ser alcançado seja substancialmente diferente ou constitua uma melhoria significativa em relação ao acordo que tínhamos inicialmente”, disse, numa entrevista ao canal ABC News divulgada hoje.O antigo Presidente democrata defendeu que o acordo negociado em 2015 “funcionou durante um longo período” antes de os Estados Unidos se retirarem dele, numa referência à decisão tomada por Donald Trump durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.Obama sugeriu ainda que é preferível procurar uma solução diplomática que não satisfaça a 100% as exigências de Washington do que correr o risco de um conflito militar aberto.“Isto recorda-nos que, perante muitos problemas complexos de política externa, a ideia de que podemos simplesmente impor a nossa vontade pela força ou recorrer a bombardeamentos para encontrar soluções pode, por vezes, parecer apelativa”, afirmou.No entanto, acrescentou, é melhor “dedicar tempo à exploração de vias diplomáticas e esgotar todas as possibilidades de alcançar acordos que não resolvam 100% do problema, mas que resolvam 80% ou 90%”.“Poder-se-ia pensar que já teríamos aprendido esta lição há muito tempo”, lamentou.O ex-chefe de Estado manifestou também o desejo de que os bombardeamentos terminem e de que as populações civis deixem de sofrer as consequências da guerra.“Espero que os bombardeamentos cessem e que os civis deixem de sofrer as consequências da guerra”, referiu.No sábado, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos assinariam hoje um acordo com o Irão destinado a pôr termo à guerra no Médio Oriente e a permitir a reabertura imediata do estreito de Ormuz, uma informação que, até ao momento, não foi confirmada por Teerão.