IPDJ e INR repudiam exclusão de pessoas com deficiência da Meia Maratona Lisboa
14 de mar. de 2023, 08:28
— Lusa/AO Online
“O
Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e o Instituto Português do
Desporto e Juventude (IPDJ) vêm demonstrar o seu repúdio quanto aos
acontecimentos relatados, que constituem não só uma violação do
regulamento em si, como uma clara violação da Lei da Não Discriminação,
devendo, como tal, ser punido nos termos previstos”, pode ler-se num
comunicado conjunto assinado por ambos os institutos.Segundo
a mesma nota, as questões alegadas relacionadas com “a salvaguarda da
integridade física de todos os participantes e garantia de segurança”
têm um “teor prático” que “se desconhece” e está omisso no regulamento
da prova.Em comunicado, o Maratona Clube
de Portugal refere ter reunido com responsáveis da Associação de
Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL) e da Iron Brothers – Irmandade de
Ferro, que contestaram o facto de antes da prova várias pessoas em
cadeira de rodas terem sido impedidas de atravessar a Ponte 25 de Abril,
quando estavam à frente do pelotão popular.Segundo
o organizador da prova, na reunião foi explicado “que as limitações se
deveram apenas a questões de segurança decorrentes da especificidade do
tabuleiro da ponte 25 de Abril, da salvaguarda da integridade física de
todos os participantes” e manifestada abertura para trabalhar em
conjunto com as duas instituições “para que, na próxima edição, se
encontre uma fórmula que, garantindo a segurança, [permita que] a prova
possa contar com a sua participação”.O
Maratona garante ter pedido desculpas pelo “incidente em que se viram
envolvidos alguns jovens da Associação” e recorda ter sido “pioneiro na
inclusão de atletas com ‘descapacidade’” em todas as suas provas.A
reunião entre o clube e a APCL surgiu depois de aquela associação ter
denunciado que um grupo de pessoas em cadeira de rodas foi impedido de
participar na prova, “com o argumento de que o regulamento não permite a
participação de pessoas em cadeira de rodas”.