Investimento no Serviço de Saúde da Madeira permitiu evitar problemas nas urgências
14 de jun. de 2022, 17:19
— Lusa/AO Online
“Aqui,
na região, felizmente temos tido política diferente do Serviço Nacional
de Saúde, de investimento constante no serviço regional”, declarou Pedro
Ramos em conferência de imprensa.O
responsável, que é médico de profissão, comentava a situação registada
em alguns hospitais do país, que levaram ao encerramento de serviços de
urgência, nomeadamente de obstetrícia, devido à escassez de clínicos.O
governante salientou que na Madeira tem existido “respeito pelos
colegas”, tendo o Governo Regional apostado no aumento da remuneração no
serviço de urgência, pagando cerca de 50 euros por hora. Além
disso, acrescentou, o executivo madeirense também promoveu a
regularização das carreiras e tem “feito tudo para fixar os
profissionais no sistema público”.Pedro
Ramos recordou ainda a implementação do subsidio de fixação, que
representa “700 euros atribuído todos os meses, a todos os
profissionais”, e os incentivos para algumas áreas carenciadas, nas
quais as remunerações foram aumentadas “em mais de 40% para fixar
profissionais”.“Com estas soluções temos
tido cuidado e colaboração de todos os profissionais na reorganização do
Serviço Regional de Saúde perante estas situações”, sublinhou.Pedro
Ramos assegurou também que “no Hospital do Funchal tudo tem sido feito
no sentido de não só aproveitar o Serviço Regional de Saúde, mas também o
Sistema Regional de Saúde”, o que passa pelo recurso ao hospital
particular e às clínicas na área da “produção adicional como a
cirurgia”, estando em vigor, desde janeiro, um protocolo enquanto
decorrem as obras no bloco operatório, que devem prolongar-se até
outubro.“Nós [Governo Regional] temos tido
o cuidado para não ter estes problemas. Mas, há uma outra área
relacionada com a obstétrica, a neonatologia, com recursos humanos com
alguma dificuldade” e é necessário fixar os profissionais de saúde “para
escolherem esta especialidade, porque precisamos de incentivar a
natalidade”, enfatizou.Na conferência de
imprensa, o secretário Regional anunciou mais uma reorganização do
Serviço Regional de Saúde, devido à grande afluência registada nas
urgências das unidades da região, nomeadamente a abertura desta valência
no centro de Saúde do Bom Jesus.A unidade
vai estar aberta a partir de segunda-feira, entre as 16:00 e as 24:00
horas, para doentes pouco urgentes ou não urgentes “para que não fiquem
tanto tempo à espera de serem observados”, realçou.Pedro
Ramos destacou igualmente que a região dispõe de serviços de
atendimento de urgência nos vários centros de saúde que podem ser de 24
horas e alguns entre as 16:00 e as 22:00, sendo o Funchal o único
concelho que não dispunha desta “solução alternativa” até ao momento.Pedro
Ramos lembrou ainda também a triagem de Manchester foi implementada na
Madeira há 15 anos, sendo que segundo este método é atribuída a cor
vermelha aos doentes críticos que são atendidos de imediato, a laranja é
aplicada aos que podem passar a esta situação a qualquer momento e têm
atendimento em 15 minutos, a cor amarela tem um tempo de espera de uma
hora, enquanto os doentes a quem é atribuída a cor verde podem ficar a
aguardar até duas horas para serem assistidos.Sobre
o aumento da afluência aos serviços de urgência, o secretário regional
exemplificou com a situação da unidade de Machico, que assiste
diariamente entre 100 e 150 pessoas e na segunda-feira registou 200
doentes.