Investigadores em projeto para proteger e conservar biodiversidade no Atlântico e Ártico
4 de jun. de 2024, 17:08
— Lusa/AO Online
Intitulado
BioProtect e financiado pela União Europeia, o projeto pretende
responder "aos desafios prementes que as atividades humanas e as
alterações climáticas colocam aos ecossistemas marinhos", refere
em comunicado, o centro.Nos próximos
quatro anos, os investigadores vão desenvolver "soluções inovadoras,
ajustáveis e escaláveis" centradas num conjunto de ecossistemas
marinhos.Para isso, os investigadores vão
considerar vários cenários, como as alterações climáticas, estratégias
de proteção e exploração, e os impactos ecológicos e socioeconómicos. O
projeto vai também envolver os cidadãos e decisores políticos,
capacitando-os para proteger e restaurar os ecossistemas marinhos e a
biodiversidade. Alinhado com os objetivos
da União Europeia para 2030 e com o Pacto Ecológico Europeu, o projeto é
coordenado pela instituição de investigação Matís, na Islândia, e reúne
18 parceiros de oito países, entre os quais cinco instituições
portuguesas.Além do CIIMAR, o projeto
conta com investigadores da Universidade de Aveiro, Instituto de
Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC),
Okeanos da Universidade dos Açores e AIR Centre. Os
cinco parceiros nacionais vão contribuir para o mapeamento da
biodiversidade de ambientes do mar profundo e implementação de áreas
marinha protegidas resilientes às alterações climáticas. No
projeto vão ser desenvolvidas ferramentas de baixo-custo, como câmaras
de vídeo e sensores de ADN ambiental, que serão posteriormente
demonstradas nos Açores, nas regiões Centro e Norte do país, bem como
noutras regiões oceânicas. O projeto vai
também explorar os impactos cumulativos das alterações climáticas, pesca
e poluição do lixo marinho, através da experimentação em aquário e da
identificação de áreas mais suscetíveis a estes impactos para apoiar o
desenvolvimento de políticas de gestão para o uso sustentável dos
oceanos e a preservação de zonas de refúgio climático. Citada
no comunicado, a coordenadora do BioProtect, Sophie Jensen, esclarece
que o projeto visa “responder à necessidade urgente de soluções globais e
sustentáveis para atenuar os efeitos das pressões induzidas pelo homem e
das alterações climáticas nos ecossistemas marinhos". As
soluções de proteção e restauro da biodiversidade marinha desenvolvidas
no âmbito do projeto serão, posteriormente, consolidadas num "quadro de
apoio à decisão" que será apresentado em cinco locais de estudo na
Europa, incluindo Portugal. "Este quadro
incluirá métodos para monitorizar e prever alterações na biodiversidade
marinha, mapear as pressões humanas, dar prioridade a áreas de proteção e
restauro e medir os impactes ecológicos e socioeconómicos das ações de
conservação”, acrescenta o centro.