Investigador dos Açores investe em chá para reduzir infecciosidade do vírus
3 de mai. de 2023, 19:17
— Lusa/AO Online
José António Batista, da Fundação
Gaspar Frutuoso, especificou que, em relação à vacina para a covid-19, o
chá pode ser um “complemento, uma outra maneira de atacar o vírus”,
convicto que vêm aí outros após a pandemia que este gerou à escala
global.A Fundação Gaspar Frutuoso assinou um protocolo, na Universidade dos Açores, com a secretaria regional
da Agricultura e Desenvolvimento Rural, no âmbito do qual serão
disponibilizados cerca de 40 mil euros pelo executivo açoriano para
fazer face aos encargos com o processo de investigação.O
investigador refere que a enzima do chá a utilizar “ajuda que a doença
não se desenvolva, não sai daquela célula” que foi infetada, uma vez que
“o problema é o vírus começar a expandir-se”, travando-se a enzima
responsável pela sua reprodução.De acordo
com o investigador, qualquer pessoa pode ingerir o chá sob a sua forma
tradicional de líquido ou através de comprimido, sendo que o produto
“vai engrandecer a economia das fábricas e da própria região”.O
especialista tem vindo a dedicar-se a vários estudos sobre o chá verde e
preto dos Açores. A par da Itália, o arquipélago é a única região da
Europa com produção de chá.José António
Batista identificou, por exemplo, na sequência de uma investigação, que o
chá verde dos Açores possui uma substância que fomenta as funções
cognitivas, pode combater demências como Parkinson ou Alzheimer e
aumenta a criatividade."Depois de fazer
uma recolha [de chás de todo o mundo] cheguei à conclusão que o chá dos
Açores consegue ser superior aos outros em teor de polifenóis", declarou
à agência Lusa o investigador José Batista, que já esteve ligado a
várias universidades portuguesas e do Canadá.