Investidores de olhos postos na decisão do BCE sobre taxa de juro e no mercado laboral dos EUA

2 de out. de 2011, 12:25 — Lusa / AO online

Esta semana "são aguardadas as decisões do BCE e do Banco de Inglaterra sobre as taxas de juro, estando o consenso a aguardar a sua manutenção nos 1,5 por cento no caso da zona euro e nos 0,5 por cento no caso britânico", disse à Lusa Telma Santos, analista de ações do Millennium investment banking. Segundo a estimativa rápida do Eurostat divulgada na sexta-feira, a inflação na zona euro deverá subir 0,5 pontos percentuais para três por cento em setembro, face ao período homólogo. Em agosto, a inflação na zona euro situou-se nos 2,5 por cento, já acima do objetivo do BCE de manter o nível deste indicador próximo dos dois por cento. Nas últimas semanas tem havido repetidos pedidos para que o BCE corte as suas taxas de juro, de modo a estimular o crescimento ao nível da União Europeia, numa altura em que a crise da dívida soberana se tem intensificado. Na quarta-feira, será divulgado o valor final do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, "sendo esperado que a economia britânica tenha crescido 0,2 por cento (em termos trimestrais) e 0,7 por cento (em termos) no segundo trimestre", afirmou Telma Santos, a partir do consenso dos analistas contactados pela agência de informação financeira Bloomberg. Nos Estados Unidos, a semana será preenchida em termos de divulgação de indicadores, com as atenções a centrarem-se no mercado laboral. Esta semana será conhecido o relatório de emprego, "que deverá apontar para a criação de 50 mil empregos em setembro, excluindo o setor primário", e o instituto ADP deverá apontar para a geração de 75 mil empregos por parte das empresas. "Ainda assim, é antecipada a manutenção da taxa de desemprego nos 9,1 por cento", acrescentou a analista. Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga na quinta-feira o índice de volume de emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria.