Inventar uma crise política seria o pior que podia acontecer em Portugal
14 de abr. de 2023, 15:08
— Lusa
“Estamos
a viver momentos muito exigentes para todos, para os governos, paras as
empresas, para as famílias. A última coisa a fazer é agravar as
dificuldades”, considerou, ressalvando que estas fases devem ser vividas
com serenidade. Para António Costa, "a
pior coisa que podia haver seguramente era inventar uma crise política
num mundo que já é um excesso de crises".O
primeiro-ministro falava à margem da assinatura do protocolo de
colaboração com a Fundação Repsol - Projeto Motor Verde +Floresta, no
Salão Nobre do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, Tapada da
Ajuda, Lisboa.Para o líder do Executivo,
apesar de o país se encontrar numa “uma crise inflacionista” como há
cerca de 30 anos, tem de haver uma resposta simultânea “às necessidades
do presente e dar a execução do futuro”. “Tivemos
um trabalho muito intenso para conseguir contornar a inflação numa das
áreas mais críticas desencadeada pela guerra que tem a ver com a
energia. Neste momento a inflação na área de energia está ainda em torno
dos 2%. Temos em algumas áreas uma redução dos preços”, sublinhou.Sobre
as observações do ex-Presidente da República Cavaco Silva que
considerou no início da semana que a situação política, que classificou
há dois meses como “muito perigosa”, se deteriorou desde então “muito
mais do que antecipava”, António Costa disse não fazer “comentários a
comentadores”.“O senhor Cavaco Silva já
foi primeiro-ministro, Presidente da República e agora comenta a
atividade política. Eu já fui comentador, agora sou primeiro-ministro,
não comento a atividade política, nem comento os comentadores. Respeito,
mesmo discordando habitualmente do que ele diz. Ouço naturalmente com o
respeito que se deve ouvir aquele é seguramente o político profissional
português com mais anos no ativo”, realçou.