Interpol detém mais de 1.200 pessoas em África, incluindo 60 chineses em Angola
22 de ago. de 2025, 12:24
— Lusa/AO Online
De acordo com a agência espanhola de
notícias, Efe, a Organização Internacional de Polícia Criminal
(Interpol) deteve 1.209 pessoas que alegadamente terão feito cerca de 88
mil vítimas, recuperando 97,4 milhões de dólares, quase 84 milhões de
euros, e desmantelaram 11.432 "infraestruturas maliciosas".A
agência policial internacional destacou que a chamada operação
Serengeti 2.0 recebeu o apoio do setor privado, com informações,
orientação e formação que ajudaram os investigadores a identificar mais
eficazmente os supostos criminosos.Em
Angola, foi possível desmantelar 25 centros de mineração de criptomoedas
onde operavam 60 cidadãos chineses responsáveis pela validação ilegal
de transações 'blockchain' para gerar essas moedas virtuais, exemplifica
a Interpol, acrescentando que na Zâmbia foi descoberta uma fraude de
investimento online em grande escala, que se estima ter feito cerca de
65 mil vítimas, que perderam cerca de 300 milhões de dólares, o
equivalente a 258,6 milhões de euros.Os
burlões atraíam as vítimas através de campanhas publicitárias em que
lhes prometiam altos rendimentos se investissem em criptomoedas, para o
que tinham de descarregar várias aplicações.Graças
a essa descoberta, 15 pessoas foram detidas e várias provas foram
confiscadas, como domínios, números de telemóveis e contas bancárias,
anunciou a Interpol, apontando que as investigações continuam para
tentar localizar colaboradores no estrangeiro.Na
Costa do Marfim, os agentes desmantelaram um esquema internacional de
heranças que tinha origem na Alemanha com a prisão do principal suspeito
e a apreensão de vários bens, como aparelhos eletrónicos, joias,
dinheiro em numerário, veículos e documentos.Neste
caso, as vítimas eram enganadas para pagar taxas que supostamente
serviriam para reclamar heranças falsas. As perdas estimadas com esses
procedimentos são de 1,6 milhões de dólares, mais de 1,3 milhões de
euros.