“Intensidade dos combates está a aumentar” em Bakhmut
Ucrânia
1 de mar. de 2023, 07:51
— Lusa/AO Online
"As maiores dificuldades,
como antes, estão em Bakhmut (...) A Rússia não conta os seus homens,
enviando-os constantemente para atacar as nossas posições. A intensidade
da luta só aumenta", destacou o chefe de Estado ucraniano durante o seu
habitual discurso noturno diário.Zelensky,
que relatou uma reunião sobre a segurança nacional do país, frisou que
as forças ucranianas estão em “controlo da situação” a norte e ao longo
da fronteira.“Estamos a preparar o
regresso dos nossos soldados às ações ativas de libertação da nossa
terra. Lembramos o nosso objetivo completamente justo, e estamos cada
dia mais perto de sua concretização”, sublinhou o governante.Bakhmut,
cuja importância estratégica é contestada, tornou-se um símbolo da luta
pelo controlo da região de Donbass, no leste da Ucrânia.Nas
últimas semanas, os russos progrediram lentamente para esta cidade
industrial, que possuía cerca de 70.000 habitantes antes da invasão da
Ucrânia, lançada há um ano por Moscovo.Os russos conseguiram cortar várias rotas importantes para o reabastecimento das tropas de Kiev.O
proprietário do grupo Wagner, Yevgeni Prigojine, reivindicou no sábado a
conquista pelos seus homens da localidade de Iaguidne, localizada no
norte de Bakhmut.O Presidente ucraniano
afirmou que a Ucrânia continuará a defender Bakhmut, mas não a qualquer
preço, tendo reconhecido na segunda-feira à noite que a situação é
"tensa e difícil" para as tropas ucranianas naquela região.A
vice-ministra da Defesa ucraniana destacou hoje que as forças russas
estão em número superior na batalha por Bakhmut, mas o Exército
ucraniano inflige baixas avultadas ao inimigo, forçando soldados
regulares a socorrerem os mercenários do grupo Wagner."Os nossos soldados têm capacidade para destruir 80% dos terroristas", acrescentou, citada pela agência Efe.A
vice-ministra realçou também que Kiev enviou mais tropas para a cidade
após a recente visita do comandante das forças terrestres ucranianas.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na
Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5
milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países
europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica
esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial (1939-1945).Neste momento, pelo
menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3
milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.