Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores implementado até março
21 de jan. de 2025, 17:02
— Lusa/AO Online
“Espero que
neste primeiro trimestre tenhamos o IVV a funcionar. Da nossa parte,
vamos publicar o mais rapidamente possível o decreto regulamentar para
abrir os concursos, para que os funcionários da CVR [Comissão
Vitivinícola Regional] possam ir para o IVV”, adiantou, em declarações à
Lusa, o titular da pasta da Agricultura nos Açores.A
criação do organismo foi proposta pelo executivo açoriano
e aprovada na Assembleia Legislativa dos Açores, em fevereiro de 2022,
mas não chegou a ser implementada.Na
segunda-feira, foi publicado em Diário da República um decreto
legislativo regional, aprovado em dezembro no parlamento açoriano, que
altera o decreto que cria o IVV, prevendo a integração no instituto do
património e dos recursos humanos da Comissão Vitivinícola Regional
(CVR), que será extinta.Segundo António
Ventura, “a CVR vai iniciar um processo de extinção em assembleia geral”
e o Governo Regional vai fazer publicar um decreto regulamentar com os
procedimentos a adotar para a implementação do IVV.Serão
abertos concursos para que os funcionários da CVR “possam concorrer
para o IVV” e “o Laboratório de Enologia vai passar para a alçada” do
instituto.O titular da pasta da
Agricultura destacou a importância da implementação deste organismo para
“projetar os Açores e dar grandeza a esta fileira da vinha e do vinho”.“Não
tínhamos o mesmo estatuto reivindicativo que a Madeira e o continente.
Vamos ficar muito melhor, vamos poder dizer que a vitivinicultura nos
Açores tem uma importância vital para o país”, salientou.Segundo
António Ventura, o IVV vai “operacionalizar as políticas da
vitivinicultura nos Açores, tendo por base o plano estratégico da
vitivinicultura, que foi publicado em 2022, para os próximos 10 anos”.Vai também operacionalizar o regime de apoio à reestruturação e reconversão das vinhas (VITIS).Segundo
o diploma de 2022 que cria o instituto, o IVV “é o organismo regional
responsável pela execução das políticas regionais relacionadas com o
setor vitivinícola e o pilar de garantia do cumprimento de todo o quadro
legal e regulamentar que o envolve”.O
instituto, que terá sede na ilha do Pico, será responsável também pela
garantia “da qualidade, da autenticidade e da genuinidade dos vinhos e
produtos vitivinícolas regionais, através da respetiva certificação,
controlo e fiscalização, contribuindo ainda para a sua promoção e
divulgação junto dos mercados consumidores”.