Institucionalização de crianças e jovens está a diminuir
21 de fev. de 2020, 16:49
— Lusa/AO online
“Felizmente,
o trabalho tem sido em garantir respostas alternativas a estas
crianças, designadamente reforçar o apoio junto aos pais e a outros
familiares. Essa tem sido a opção, o que levou já à possibilidade de
encerrarmos algumas casas de acolhimento, designadamente em Santa Maria e
na ilha Graciosa. Mesmo aqui na Terceira decorreu, em 2017, um processo
de reestruturação das casas de acolhimento que permitiu o encerramento
de algumas”, adiantou Andreia Cardoso.A
governante falava, em declarações aos jornalistas, na vila das Lajes, na
Praia da Vitória, à margem de uma visita às obras de melhoria do lar de
infância e juventude da Associação de Apoio à Criança da Ilha Terceira,
em que participou também o presidente do Governo Regional, Vasco
Cordeiro. Segundo Andreia Cardoso, existem
atualmente 295 jovens institucionalizados nos Açores, em 40 estruturas
semelhantes à visitada na ilha Terceira. O
executivo açoriano apoiou as obras de manutenção e reabilitação do lar
da Associação de Apoio à Criança da Ilha Terceira, num montante total de
50 mil euros.“Esta instituição é um
exemplo de integração na comunidade de uma casa de acolhimento para
jovens, que como integrada que está numa antiga moradia implica um
esforço de manutenção e conservação da casa para garantir as condições
de segurança e salubridade exigidas”, salientou Andreia Cardoso.Numa
primeira fase, a intervenção passou pela impermeabilização da cobertura
e dos pavimentos e pela pintura interior e exterior, já que a moradia
antiga, do estilo arquitetónico do Ramo Grande, se encontra numa zona
sujeita à humidade, mas estão previstas outras melhorias.“Não
é um processo concluído, porque vamos dar continuidade, quer ao nível
da melhoria das instalações sanitárias, como também nas portas e janelas
que estão a carecer de conservação”, acrescentou a governante.Além
das obras, a associação deverá receber, em abril ou maio, uma nova
viatura para transporte das crianças e jovens, orçada em 20 mil euros,
ao abrigo do programa Solidariedade em Movimento.Segundo
Andreia Cardoso, a instituição teve ainda “um reforço técnico”,
dispondo atualmente de “um psicólogo e um técnico de serviço social,
além das ajudantes de lar, que acompanham os jovens durante 24 horas por
dia”.A funcionar há mais 20 anos, o lar
situado na vila das Lajes acolhe atualmente oito jovens do sexo
masculino, havendo na ilha outras três instituições com este tipo de
resposta social.