Instalações das Forças Armadas podem estender capacidade até 2.000 camas
Covid-19
30 de out. de 2020, 12:51
— Lusa/AO Online
Gomes
Cravinho e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda
Sales, presidiram esta manhã, nas instalações do Ministério da Defesa à
assinatura de uma adenda ao protocolo de cooperação entre a Direção de
Saúde do Exército e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale
do Tejo (ARSLVT), que prevê um aumento de 60 camas disponíveis no Centro
de Apoio Militar covid-19.“Nós temos
estes estabelecimentos de qualidade hospitalar, o Centro de Apoio Médico
Militar covid-19, temos os Hospitais das Forças Armadas e depois temos
também capacidade para ir até duas mil camas em centros de acolhimento,
ou seja, unidades das Forças Armadas que não são hospitais nem centros
de saúde, mas que têm a disponibilidade de acolher doentes”, adiantou o
ministro, em declarações aos jornalistas, depois de questionado sobre a
capacidade limite de camas num cenário grave de evolução da pandemia.Cravinho
deu o exemplo da Base Aérea de Beja onde estão instaladas 54 utentes de
um lar em que houve um surto, que não têm “necessidade de cuidados mais
intensivos”.“Podemos replicar esse modelo
em muitas unidades pelo país fora perfazendo uma capacidade total de
duas mil camas em simultâneo”, sublinhou.Para
já, a adenda assinada esta manhã prevê que às atuais 30 camas
disponibilizadas pelo Exército ao Serviço Nacional de Saúde, no CAM
COVID-19, se juntem mais 60, “de forma faseada”.O
ministro apontou que as primeiras 30 camas estão “cobertas por recursos
humanos do Exército”, sendo necessários recursos da ARS de Lisboa e
Vale do Tejo, que serão disponibilizados de acordo com a necessidade.Sobre
a capacidade de camas na região norte do país, onde os casos de
covid-19 se têm vindo a intensificar, o governante aditou que o
ministério tem vindo a trabalhar “intensamente” com a ARS da região do
Porto, tendo já 20 camas ocupadas no Hospital das Forças Armadas da
região.“E temos disponibilidade para
aumentar, numa primeira fase num futuro próximo para 47, numa segunda
fase podemos aumentar bastante mais ainda mas para isso precisamos de ir
buscar recursos humanos a outras partes do país”O
secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales,
acrescentou que nas reuniões entre responsáveis da Defesa e Saúde já foi
expressa a possibilidade "das 120 camas no HFAR de Lisboa e das 30
camas em unidades de cuidados intensivos”, aditando que “todas as camas
são bem-vindas” no momento atual.Questionado
sobre se as Forças Armadas poderão reforçar a sua ação em vésperas de
um Conselho de Ministros extraordinário, que se vai realizar este
sábado, o responsável pela Defesa respondeu que está em constante
vigilância e articulação com restantes ministérios.João
Gomes Cravinho anunciou ainda que na próxima segunda-feira (2) será
assinado um novo protocolo entre a ARSLVT e o Hospital das Forças
Armadas que “permitirá ampliar a capacidade” de camas para doentes covid
em enfermaria ou em cuidados intensivos.Na
ajuda ao cálculo de camas necessárias para cada unidade hospitalar, há
já cerca de duas semanas que uma equipa de militares do
Estado-Maior-General das Forças Armadas está a utilizar um modelo
matemático para prever necessidades nas infraestruturas hospitalares do
SNS, em Lisboa.