Inquérito no parlamento dos Açores termina com advertência a quatro funcionários
8 de fev. de 2019, 17:21
— Lusa/AO Online
De
acordo com a mesma fonte, o resultado do inquérito, instaurado no
início de novembro de 2018, só agora ficou concluído e foi divulgado em
conferência de líderes aos seis partidos com assento parlamentar, que,
entretanto, já requereram cópia do relatório final.Este
inquérito foi instaurado depois de a presidente da Assembleia Regional,
a socialista Ana Luís, ter descoberto que alguns "documentos
confidenciais", que tinham sido enviados pelo Governo Regional para a
Comissão de Inquérito ao Setor Público Empresarial, foram
"inadvertidamente digitalizados" pelos serviços parlamentares e enviados
por via eletrónica para vários deputados.Em
causa estava a proposta apresentada pela companhia islandesa Icelandair
para a compra de 49% do capital social da Azores Airlines, bem como um
estudo sobre a situação financeira da transportadora aérea açoriana, que
admitia que a companhia se encontrava numa situação de "falência
técnica".Na
altura, o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, decidiu
cancelar o processo de privatização da Azores Air Lines, e anunciou a
apresentação de uma queixa junto do Ministério Público, para determinar a
origem da "fuga de informação" sobre estes documentos.A
conferência de líderes parlamentares decidiu também agendar para o
plenário marcado para a próxima semana, na cidade da Horta, a
apresentação do relatório final da Comissão de Inquérito ao Setor
Público Empresarial.A
discussão do relatório irá coincidir, no entanto, com a ausência do
presidente do Governo, que irá efetuar uma viagem aos Estados Unidos da
América na próxima semana, e que, por isso, não poderá estar presente no
plenário.Três
dos seis partidos com representação parlamentar (PSD, CDS e PPM)
pretendiam adiar a discussão do relatório para março, para que Vasco
Cordeiro pudesse acompanhar a discussão desta matéria, mas os restantes
três partidos (PS, BE e PCP) entendem que o assunto pode ser analisado
já, mesmo na ausência do chefe do executivo.