Iniciativa Liberal também vai estrear-se no parlamento regional
Eleições/Madeira
24 de set. de 2023, 22:26
— Lusa /AO Online
De acordo com os dados oficiais provisórios disponibilizados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI), o cabeça de lista e coordenador do núcleo regional do partido, Nuno Morna, foi eleito para ocupar um dos 47 lugares do parlamento regional.A IL, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do MAI, obteve 3.555 votos ( 2,63%).Também o Chega vai estrear-se no hemiciclo, tendo obtido quatro lugares.O ator e produtor teatral Nuno Morna foi o rosto da IL para conseguir eleger uma representação parlamentar.Com 61 anos, o técnico de aeronáutica da NAV - Navegação Aérea é coordenador do núcleo da Madeira da IL, sendo um dos fundadores do partido, do qual foi membro do conselho nacional. Integra hoje a comissão executiva.Humberto Nuno de Carvalho Homem e Morna Gomes foi o cabeça de lista nas eleições regionais da Madeira em 2019, sem conseguir o mandato, e surgiu em terceiro lugar na lista nacional do partido nas europeias desse ano.Foi também candidato à Câmara Municipal de Santa Cruz nas autárquicas que se realizaram em 2021.Nuno Morna é uma cara conhecida pela sua participação na vida cultural durante 40 anos. Colaborou durante mais de uma década com a RDP e a RTP na Madeira, apresentando, realizando e produzindo programas, e regista várias participações em séries televisivas.O seu nome está também ligado à fundação da Companhia de Teatro da Madeira (Com.Tema).Iniciou a sua carreira como ator no Teatro Experimental do Funchal e fez parte do elenco da companhia de teatro Arte Livre do Brasil, que fez 182 apresentações do espetáculo “Eva Perón” em diversos palcos de Portugal, Espanha e Brasil.A Iniciativa Liberal concorreu pela primeira vez às regionais da Madeira em 2019, conseguindo 762 votos (0,54%), sem mandatos.O parlamento regional é atualmente constituído por 21 deputados do PSD, três do CDS-PP, 19 do PS, três do JPP e um da CDU (PCP/PEV).Há quatro anos, os sociais-democratas perderam pela primeira vez a maioria absoluta que detinham desde 1976 e formaram um governo de coligação com o CDS-PP.