Iniciativa Liberal considera ilha do Pico “modelo” de desenvolvimento turístico
29 de out. de 2021, 07:38
— Lusa/AO Online
“O
Pico talvez seja a única ilha dos Açores onde se está a fazer tudo bem
feito. E porque é que digo que se está a fazer tudo bem feito? Porque se
está a fazer devagar, sem volúpias de construir hotéis à pressa e de
trazer turistas à força”, afirmou o deputado à agência Lusa.Nuno Barata iniciou uma visita de três dias à ilha do Pico, no grupo central do arquipélago açoriano.O
liberal salientou que o Pico está a conseguir “captar turistas com
poder económico”, um “caminho que toda a região devia estar a fazer
neste momento”.“Ainda
é muito incipiente falarmos de uma indústria de turismo nos Açores, mas
se há modelo que devemos todos seguir é este modelo descentralizado, um
modelo de valor acrescentado, de qualidade”, afirmou.Para
o deputado, a distribuição de riqueza só é possível quando os serviços
turísticos “estão distribuídos por toda a ilha” e por “vários
empresários” e “não concentrados em três ou quatro grupos económicos”.“A
indústria do turismo é uma indústria predadora da qualidade de vida dos
locais. Nós temos de ser predadores desses turistas para compensarmos
financeiramente a perda da nossa qualidade de vida”, assinalou.A
propósito de uma reunião com o presidente da Câmara de São Roque do
Pico, Luís Filipe Silva, Nuno Barata realçou que muitos autarcas
açorianos estão “preocupados” com a “indefinição” dos “eixos
prioritários” para o próximo quadro comunitário de apoio 2021-2027.“Há
um problema com a definição dos eixos do próximo quadro comunitário de
apoio. Os presidentes de câmara que iniciaram funções ainda não sabem o
que vai estar disponível”, afirmou.Nuno
Barata revelou ainda não terem existido desenvolvimentos depois de ter
anunciado que vai contar contra o Orçamento dos Açores caso se mantenha o
nível de endividamento proposto.“Neste
momento a bola está do lado do governo e da maioria do governo (…). Não
é difícil diminuir o plano e o endividamento da região. O que é difícil
é explicar, daqui a quatro anos ou oito anos aos açorianos, que só
estamos pior e mais envidados”, assinalou.