Infeções respiratórias graves descem e mortalidade volta aos níveis esperados para a época
8 de fev. de 2025, 10:00
— Lusa/AO Online
O boletim do
Insa sobre a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios refere
que Portugal regista uma atividade gripal epidémica com tendência
estável, continuando a ser observado um aumento da deteção de casos de
gripe do tipo A.O Insa destaca a tendência
decrescente das infeções respiratórias agudas graves, bem como a
diminuição de casos internados por infeção por Vírus Sincicial
Respiratório (VSR) em crianças menores de 24 meses. Na
semana de 27 janeiro a 02 de fevereiro, foram identificados 1.019 casos
positivos para o vírus da gripe, dos quais 745 do tipo A e 274 do tipo
B, adianta ainda o boletim do instituto.Desde
o início da época, foram reportados 66 casos de gripe pelas unidades de
cuidados intensivos que colaboram na vigilância e, desse total de
casos, 49 tinham doença crónica e 57 tinham recomendação para vacinação
contra a gripe sazonal, mas apenas 13 estavam vacinados.O relatório precisa que na última semana se registou uma diminuição de 3,4% de internamentos nos cuidados intensivos.
Relativamente ao impacto, o Insa indica que se verificou uma
“mortalidade por todas as causas de acordo com o esperado”, depois de na
semana anterior ter estado acima daquilo que é esperado para a época.O
relatório indica ainda que há um excesso de mortalidade em janeiro,
tendo morrido 1.209 (12%) pessoas além do esperado entre 30 de dezembro e
26 de janeiro. Em Portugal, o Programa
Nacional de Vigilância é composto pela Rede de Médicos-Sentinela
(médicos de família), pelos serviços de urgência de obstetrícia, pela
Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do Vírus da Gripe e
Outros Vírus Respiratórios e pelas Unidades de Cuidados Intensivos
(UCI).Habitualmente, este programa tem
início no princípio de outubro, terminando em maio do ano seguinte, e
integra as componentes de vigilância clínica e laboratorial.Como
medida preventiva, as autoridades têm insistido na vacinação sazonal,
que arrancou a 20 de setembro e que já permitiu vacinar mais de 2,3
milhões de pessoas contra a gripe e mais de 1,5 milhões com a dose de
reforço contra a covid-19.