Infarmed reforça transparência da divulgação de reações adversas a medicamentos
21 de mai. de 2024, 17:29
— Lusa/AO Online
Segundo
adiantou o Infarmed, este novo `dashboard´ constitui um meio de
divulgação dos dados do Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF),
criado em 1992, que pretende “otimizar a transparência relacionada” com
essa informação.Na prática, a ferramenta
vai permitir a qualquer pessoa ter acesso à informação sobre
notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos (RAM),
explicou o Infarmed.As informações
incluídas no portal RAM dizem respeito a notificações de suspeita de
reações adversas (efeitos indesejáveis), ou seja, acontecimentos
clínicos que foram observados após a utilização de um medicamento ou
vacina, mas que não estão necessariamente relacionados ou causados por
este.Desde o início do sistema de
vigilância, o Infarmed registou um aumento sustentado do número de
notificações, que passaram de apenas nove em 1992, primeiro ano de
funcionamento, para 39.267 em 2021. Já em
2022, recebeu 26.932 notificações de suspeitas de reações adversas,
sendo que 5.902 (22%) foram recebidas por via direta e 21.030 (78%)
através da indústria farmacêutica.Antes de
qualquer medicamento ser autorizado, é sujeito a uma fase experimental
em que é alvo de estudos para comprovar a sua qualidade, eficácia e
segurança.Esses ensaios clínicos permitem
detetar as reações adversas - conhecidas por efeitos secundários - mais
frequentes, no entanto, podem existir reações adversas raras ou de
aparecimento tardio, que não são detetadas durante a fase experimental
do medicamento.Segundo o Infarmed, podem
notificar suspeitas de reações adversas qualquer profissional de saúde,
mas também qualquer cidadão, quer seja o doente que sofreu a reação,
quer seja familiar ou cuidador.