Infarmed proibiu a exportação de quase 1,7 milhões de unidades de medicamentos até outubro
22 de dez. de 2022, 12:27
— Lusa/AO Online
No
período de janeiro a outubro de 2022, o Infarmed “impediu a exportação
de 1.690.000 unidades”, disse Rui Ivo na Comissão de Saúde, onde foi
ouvido a pedido do partido Chega sobre ruturas de medicamentos.
O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de
Saúde (Infarmed), Rui Ivo, foi ouvido na Comissão Parlamentar de
Saúde sobre rutura de medicamentos, a requerimento do partido Chega.O
responsável ressalvou, contudo, que o Infarmed, enquanto autoridade do
medicamento, também tem que criar condições para que haja exportação,
mas o que se pretende é “fazer esse equilíbrio”. “Obviamente,
não podemos deixar que haja exportação quando ela põe em risco ou pode
ser prejudicial aos cidadãos e é isso que fazemos”, declarou.Segundo
o presidente da autoridade do medicamento, também tem havido uma
preocupação de simplificar alguns procedimentos, nomeadamente a nível
hospitalar com algum recurso às autorizações de utilização especial de
medicamentos que não têm autorização de introdução no mercado em
Portugal. Realçou também a importância
da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica que faz “um interface”
entre toda a atividade desenvolvida pelo Infarmed.
“Quando temos que tomar medidas, e se as medidas a tomar forem um
pouco mais complexas, que possam passar pela necessidade de nós termos
que dizer aos profissionais de saúde que é preciso procurar uma
alternativa terapêutica”, a comissão ajuda a que essa informação seja
veiculada de forma “adequada e bem compreendida por todos” para atingir o
efeito que se pretende. “Nós não
estamos parados e este é o nosso processo que está em curso e cremos que
tem sido eficaz para evitar que haja de facto situações de
indisponibilidade absoluta dos medicamentos”, salientou Rui Ivo.Além
disso, há várias atividades que estão a ser feitas a nível nacional e a
nível europeu porque “a pandemia também trouxe um outro efeito que foi
consciencializar da importância deste trabalho conjunto, quer em cada um
dos países, mas também o que pode ser trazido a partir da União
Europeia”.Questionado pelos deputados
sobre a notificação de falhas de medicamento por parte das várias
entidades, Rui Ivo afirmou que as intervenções que têm desenvolvido
mostram têm sido eficazes. Em 2020, a
situação era diferente da que existe agora, disse Rui Ivo, adiantando
que “houve uma inversão da situação”: “Nós tínhamos 77% das notificações
que não eram feitas no prazo que estava previsto e agora temos 72% que
são feitas no prazo” previsto.