Infarmed assume “complexidade” no processo de aquisição de vacinas

Covid-19

29 de jul. de 2020, 15:35 — Lusa/AO Online

“Estamos a trabalhar com os restantes 26 países da União Europeia para que possa haver um procedimento conjunto no sentido de disponibilizar as vacinas a todos os cidadãos. É um processo com alguma complexidade, porque temos de coordenar a fase em que estão as vacinas, as quantidades que vão ser produzidas e as condições em que as diferentes empresas vão disponibilizá-las”, afirmou, em declarações prestadas na conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia no país.Segundo Rui Santos Ivo, apesar da urgência internacional no desenvolvimento de uma vacina, esta etapa está “numa fase precoce”, pois somente algumas empresas farmacêuticas estão já a avançar para a fase três e a considerar “a apresentação de pedidos de autorização” junto da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa). Contudo, garantiu que o Infarmed está envolvido no processo e em articulação com a Direção-Geral da Saúde.“Estamos a conduzir este processo ainda antes de os pedidos terem sido entregues na EMA, portanto, nem sabemos quais são as vacinas que vão ser autorizadas. Este é um processo de antecipação e aceleração das condições para podermos dispor da vacina o mais cedo possível, vamos ter de olhar para estes aspetos e teremos de ter em atenção a decisão que vai ser tomada a nível europeu”, frisou.Questionado sobre o tempo de chegada de uma vacina ao mercado, o presidente do Infarmed salientou a necessidade de prudência e reconheceu que é preciso “aguardar que o processo avance um pouco mais” ao nível da agência europeia.“As várias opções estão em cima da mesa: a estratégia das populações-alvo que vamos ter de cobrir, os timings em que as vacinas vão chegar e as quantidades que vão ser disponibilizadas. Poderemos ter de conjugar esses aspetos e, eventualmente, ter mais do que uma vacina. Provavelmente, é isso que vai acontecer”, concluiu.