Infarmed admite impacto da guerra, mas garante que não há ruptura de medicamentos
Hoje 17:45
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde
explicou que está a acompanhar a situação geopolítica no Médio Oriente,
quer com as entidades nacionais do setor dos dispositivos médicos e do
medicamento, quer com entidades europeias, incluindo a Agência Europeia
de Medicamentos.“De acordo com a
informação disponível, não se registam, até ao momento, ruturas de
abastecimento, apesar do impacto a nível da logística e dos custos de
combustíveis e energia”, referiu o Infarmed.A
situação mantém-se sob controlo, acrescentou a mesma entidade, “embora
exigindo a estreita monitorização de riscos relacionados com as questões
logísticas e de custos da energia”.O
Infarmed determinou ainda que, face à situação atual, vai autorizar “com
caráter prioritário quaisquer solicitações das empresas que visem
alterar a origem da substância ativa ou o fabricante do produto final de
qualquer medicamento, seja por alteração de fabricantes de outras
origens ou eventualmente para que o mesmo possa ser também fabricado em
Portugal”. A Associação Portuguesa
de Administradores Hospitalares (APAH) alertou para a dificuldade na
compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido à forte subida dos
preços de matérias-primas causada pela guerra no Médio Oriente. Contactado
pela agência Lusa, o presidente da APAH, Xavier Barreto, afirmou que a
associação tem relatos de alguns hospitais com dificuldades na compra de
consumíveis, como luvas e sacos, que dependem de matérias-primas do
setor petroquímico.“Todos estes
consumíveis tiveram um aumento muito significativo de preço, em alguns
casos 30%, 40%, 50%, num espaço de tempo muito curto, desde que começou
este conflito no Médio Oriente”, salientou.