INEM vai alterar testes do curso de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar
15 de abr. de 2025, 16:01
— Lusa/AO Online
Questionado
pela Lusa sobre esta matéria, o presidente do Instituto Nacional de
Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro, revelou: a matéria é a mesma,
mas a forma de formular as questões e os testes teóricos “vão ser
alterados de turma para turma, de modo a não [permitir] falsear os
resultados”.Na semana passada, a Lusa
divulgou que as respostas a alguns testes da formação para TEPH estavam a
ser partilhadas num grupo Whatsapp com dezenas de formandos, uma
situação que levou a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência
Médica (ANTEM) a pedir intervenção urgente das autoridades competentes.Este
curso, que arrancou no início do ano com um total de 200 formandos,
está a ser contestado por dezenas deles, que apresentaram denúncias,
tanto ao Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH)
como à ANTEM.Em declarações à Lusa, o
presidente do INEM disse que o instituto pretende que o processo seja o
mais credível possível: “Queremos credibilizar a formação, porque é
importante referir que a formação é exigente”.“É
importante que as pessoas tenham a noção de que, no fim da formação,
são profissionais bem treinados para cumprirem o seu trabalho com toda a
competência”, acrescentou.O presidente do
INEM apontou ainda a colaboração com as escolas médicas para esta
formação, revelando que, em maio, será dado um módulo deste curso na
Universidade da Beira Interior, que irá receber três turmas das várias
zonas do país.“Este ano está a haver um
esforço enorme em termos de formação, uma vez que queremos formar estes
200 técnicos dentro do período experimental”, disse o responsável,
adiantando que o INEM está a aguardar autorização para abrir concurso
para mais 200 técnicos, que serão formados, e que pretende recuperar os
profissionais que ainda não têm formação completa.A intenção – explicou – é que todos os TEPH tenham a formação completa até final de 2025.Esta
era, aliás, uma recomendação da Inspeção Geral das Atividades em Saúde
(IGAS), que no último relatório revelou que, em setembro de 2024, 70%
dos profissionais da carreira TEPH não tinham concluído a formação
específica aprovada e homologada pela tutela.Desta
formação, referia a IGAS, “depende a garantia da aquisição das
competências específicas necessárias ao bom desempenho de todas as
funções compreendidas no conteúdo funcional da carreira, em particular
na prestação dos atos assistenciais”.Ainda
sobre a carreira TEPH, Sérgio Janeiro considerou que um técnico de
emergência pré-hospitalar “deverá ter produtos formativos disponíveis
nas faculdades, neste caso, nas escolas médicas”, permitindo a alguém
que saia do 12.º ano fazer o curso e, depois, “concorrer ao INEM, aos
bombeiros, à proteção civil, a privados, ou até a programas no
estrangeiro com os quais existe algum tipo de equivalência”.A
ideia é “utilizar a disponibilidade das escolas médicas à medida que
vão estando preparadas para ministrar determinado módulo”.“À
medida que as escolas médicas vão dando essa disponibilidade, nós
ajustamos os horários e encaminhamos as turmas para as escolas médicas
para o fazer”, acrescentou.Considerou
ainda que “é nesse sentido que o sistema deverá avançar”, para aumentar
também “o nível de base de formação dos tripulantes das ambulâncias” dos
parceiros do INEM, que “prestam o primeiro socorro à grande maioria das
situações que levam à ativação de meios”.