INEM transportou mais de 12.600 casos suspeitos desde o início da pandemia

Covid-19

21 de mai. de 2020, 17:49 — Lusa/AO Online

“Desde o início de março, até ao dia 17 de maio, o INEM transportou cerca de 12.643 utentes suspeitos de infeção por covid-19”, refere o organismo num comunicado publicado no ‘site’ em que faz um balanço da sua atuação de “78 dias de atividade pandémica” em Portugal. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ressalva que, com a passagem para a Fase de Mitigação no plano de resposta da Direção-Geral da Saúde à covid-19, qualquer situação de falta de ar triada pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) é considerada suspeita desta infeção, “obrigando os profissionais de emergência médica pré-hospitalares a cuidados redobrados”. Todos estes transportes obrigaram a que os operacionais das ambulâncias utilizassem o equipamento de proteção individual (EPI) adequado à situação clínica do utente e adaptassem os procedimentos técnicos a instituir aos utentes assistidos, sublinha.Desde o início da pandemia, 18 trabalhadores e colaboradores foram infetados, mas a 17 de maio havia apenas três casos, dois deles prestadores de serviços, adianta, sublinhando que todos foram acompanhados pelas equipas do INEM criadas para o efeito e “nenhum inspirou cuidados”.Com o objetivo de “detetar precocemente casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus”, o INEM alocou nos aeroportos continentais equipas para monitorizar e avaliar casos suspeitos à chegada.Entre 20 de março e 10 de maio, o INEM monitorizou 1.598 passageiros, tendo sido detetados 10 casos suspeitos. Foram igualmente controlados 1.916 passageiros do navio cruzeiro MSC Fantasia, aportado em Lisboa, não tendo sido detetado qualquer caso suspeito.Adicionalmente, o INEM montou tendas de triagem nos hospitais de São João, no Porto, e Dona Estefânia, em Lisboa, e auxiliou na montagem de um “hospital de campanha” em Ovar, com cedência de material e consultoria técnica para montagem da estrutura provisória.Também disponibilizou equipas de enfermagem para efetuar recolha de amostras biológicas em domicílios, lares ou outras instituições, com “o intuito de diminuir a necessidade de transporte de utentes aos hospitais”.“Além de diminuir a probabilidade de novos contágios”, esta medida retira pressão às unidades hospitalares, refere o INEM, indicando que as seis equipas já realizaram 7.497 recolhas de amostras para análise. “Num contexto pandémico, que obrigou ao isolamento social, o INEM soube adaptar-se, tendo criado soluções para que os seus trabalhadores pudessem exercer funções através do regime de teletrabalho”, salientando que “pela primeira vez na história do INEM, técnicos do CODU puderam atender e triar chamadas de emergência a partir das suas casas.A par de todo este trabalho, INEM continuou “a responder ao trabalho quotidiano, às doenças súbitas e acidentes que não deixaram de acontecer, garantindo a prestação de cuidados de emergência pré-hospitalar a todos os cidadãos que deles necessitaram”.