Indeferido pedido de prorrogação do prazo para construir hotel em Vila Franca do Campo
11 de jul. de 2019, 14:28
— Lusa/AO Online
“Tal
acontece por não existir enquadramento legal para a prorrogação
pretendida, em virtude de o prazo de caducidade decorrer expressamente
da lei, não estando prevista, para estas situações, a possibilidade de
prorrogação”, explica a secretaria numa nota enviada à agência Lusa.Segundo
a tutela, a autorização para o início das obras do empreendimento
Quinta da Lombinha, junto à praia do Degredo, no concelho de Vila Franca
do Campo, em São Miguel, "caducou em 21 de junho".“Não
obstante, os promotores poderão apresentar um novo requerimento inicial
para a concessão de uma nova autorização, o qual será analisado e
decidido nos termos legais”, lê-se ainda na nota da Secretaria Regional
da Energia, Ambiente e Turismo.Entretanto,
uma petição com o título "Pela não construção de um hotel de 568 camas
na praia do Degredo em Vila Franca do Campo" já recolheu 730
assinaturas, disse à Lusa o primeiro signatário do documento, Jorge Kol
de Carvalho."Eu percebo que a Câmara de
Vila Franca, que como todas as câmaras vive de taxas de urbanismo,
queira equilibrar as suas contas, mas equilibrar as suas contas não pode
desequilibrar o ambiente e área urbana de Vila Franca", sustentou o
arquiteto, frisando que a petição pretende que "o Governo revogue a
autorização de construção do hotel".A
petição lembra que em junho de 2018 foi autorizada – através de uma
resolução do Conselho de Governo - a construção de um hotel, com uma
capacidade prevista de 568 camas junto à praia, na freguesia de Água d’
Alto, e aponta que a construção só é possível porque um decreto
legislativo regional de 2010 suspendeu, parcialmente, o Plano de
Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) de 2008. Esta
suspensão permite que, na ilha de São Miguel, possa ser autorizada a
construção de novos hotéis, com mais de 150 camas, mediante resolução do
Governo Regional (renegando, assim, o referido plano), alerta ainda.A petição aponta para "o impacto ambiental" da construção do hotel, com "operação numa zona costeira e sensível". Os
peticionários solicitam assim à Assembleia Legislativa da Região
Autónomas dos Açores e ao Governo da Região Autónoma dos Açores que
"atuem no sentido de não permitir a construção deste hotel com aquela
capacidade” no local.