Incentivos ao investimento privado nos Açores chegam aos 500 ME desde 2015
6 de jun. de 2019, 18:04
— Lusa/AO Online
"Estamos, por isso, a falar
de valores sem paralelo na nossa história", destacou hoje o deputado
socialista Carlos Silva, durante um debate de urgência na Assembleia
Legislativa dos Açores, acrescentando que estes números demonstram uma
"evolução muito positiva" do investimento privado no arquipélago, uma
ideia contestada por alguns partidos da oposição.Para
o deputado do PS, estes números são ainda mais "impressionantes" se se
tiver em conta o facto de os Açores serem uma região ultraperiférica,
que concorre num mercado "cada vez mais competitivo"."Estes
dados confirmam que os Açores são, de facto, um investimento seguro e
rentável, onde é possível conciliar os negócios com excelentes condições
de vida e de bem-estar", frisou o parlamentar socialista.O
aumento do investimento privado nos Açores irá provocar, no entender do
vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, um aumento do
Produto Interno Bruto (PIB) regional e terá um impacto muito positivo na
economia, em especial no setor da construção civil."Os
sistemas de incentivos fomentam e vão continuar a fomentar
investimentos no setor da construção civil, superior a 200 milhões de
euros, o que permitirá alavancar o crescimento deste setor", declarou o
governante socialista.Porém, a bancada do
PSD, pela voz do deputado Vasco Viveiros, criticou o que considerou ser
um "teatrinho" entre a bancada do Governo dos Açores e a bancada do
partido maioritário, que suporta o executivo, com o único objetivo de se
elogiarem mutuamente, em vez de debaterem "os problemas dos açorianos"."Duvidamos
que os milhares de açorianos que sofrem do insucesso de muitas
políticas públicas acreditem e valorizem este teatrinho de encomenda que
é, na verdade, um péssimo serviço à democracia", apontou o parlamentar
social-democrata.Quanto ao sistema de
incentivos, a bancada do PSD lamentou que o executivo socialista tenha
"canalizado a maior parte dos recursos financeiros europeus" para as
entidades públicas regionais e não para o investimento privado.Já
Alonso Miguel, da bancada do CDS, realçou a importância dos incentivos
públicos ao investimento privado no arquipélago, que considerou serem o
"motor" necessário para "alavancar a economia regional"."Este
investimento é fundamental para o crescimento da economia e para a
criação sustentada de emprego na região", explicou o parlamentar
centrista, acrescentando que, por essa razão, o CDS também defende o
apoio às empresas regionais.Paulo Mendes,
deputado do Bloco de Esquerda, reconheceu também que o Competir + tem
contribuído para a criação de riqueza nos Açores, mas lembrou que "o
problema está na forma como essa riqueza é distribuída" e lamentou que o
assunto nunca tenha sido discutido no parlamento açoriano.Já
Paulo Estêvão, do PPM, discorda do modelo de incentivos criado pelo
Governo socialista, que, no seu entender, não gera a riqueza prometida
pelos sucessivos dirigentes do PS ao longo de mais de duas décadas."Nós
temos uma forte oposição ao modelo que vossas excelências têm trazido
aos Açores, porque não produz o crescimento necessário", criticou o
parlamentar monárquico, recordando que o PS prometeu transformar os
Açores numa das regiões "mais ricas da Europa", quando não passa de "uma
das regiões mais pobres".