Incentivo financeiro apoia retoma das empresas após ‘lay-off’
26 de jun. de 2020, 15:33
— Lusa/AO online
O
anúncio foi feito em Angra do Heroísmo pelo vice-presidente do Governo
Regional, Sérgio Ávila, durante a apresentação de novas medidas de apoio
às empresas açorianas, na sequência da pandemia de covid-19.Entre
elas está um incentivo regional à normalização da atividade económica
que pretende "estimular de forma decisiva a retoma da economia" e apoiar
o regresso à atividade das empresas que recorreram ao regime de
‘lay-off’ simplificado e que mantiveram os postos de emprego. O
incentivo contempla duas modalidades, sendo que uma delas prevê um
apoio no valor de dois salários mínimos regionais por cada trabalhador
que esteve em ‘lay-off’ caso a empresa tenha utilizado este regime no
mínimo durante três meses. Se a duração
tiver sido inferior a três meses, "o montante do apoio irá corresponder
proporcionalmente ao tempo em que a empresa esteve em ‘lay-off'",
afirmou Sérgio Ávila.No âmbito deste
apoio, as empresas ficam dispensadas de 50% das contribuições à
Segurança Social dos trabalhadores em ‘lay-off’. A
outra modalidade prevê um apoio equivalente a um salário mínimo por
cada trabalhador quando a duração do ‘lay-off’ da empresa tiver sido
igual ou superior a um mês. "Com esta nova
medida estão criadas as condições para as empresas poderem retomar a
sua atividade empresarial com encargos muito reduzidos com os seus
trabalhadores nos primeiros meses de atividade, desde que mantenham o
emprego", declarou Sérgio Ávila. O
Governo dos Açores também anunciou o prolongamento do complemento
regional do regime de ‘lay-off’ simplificado até final de julho. Sérgio
Ávila avançou que o executivo irá criar a partir de agosto um
complemento regional ao ‘lay-off’ normal, de modo a abranger "as
empresas beneficiárias da prorrogação do ‘lay-off’ simplificado", mas
que ainda "não estão em condições de retomar a sua atividade normal". "O
Governo Regional irá atribuir um apoio financeiro correspondente a
metade do encargo da empresa com cada trabalhador em ‘lay-off’, ficando a
empresa apenas com o custo correspondente a 15% do salário de cada
trabalhador, a partir de agosto", destacou. Foi
também anunciado um apoio no valor de 15% do salário mínimo aos
trabalhadores que estejam em ‘lay-off’ e que adiram a programas de
formação de escolas profissionais.