Inaugurado Centro de Atividades Ocupacionais da Seara do Trigo
6 de out. de 2020, 10:35
— Luís Pedro Silva
O novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da Associação Seara de
Trigo,que representou um investimento de cerca 1,2 milhões de euros, foi
inaugurado, ontem, pelo presidente do Governo Regional dos Açores. Este
centro vai representar um aumento da qualidade na prestação de serviços
para os utentes da instituição de solidariedade social de Ponta
Delgada. “Nós temos muitos desafios e obstáculos à nossa frente, mas
momentos como este, em que, fruto de uma conjugação de esforços, se
consegue fazer a diferença para melhor na vida dos nossos concidadãos,
constituem mais uma pedra na construção de uma Região cada vez mais
solidária e cada vez mais inclusiva”, afirmou Vasco Cordeiro, durante a
cerimónia.O novo equipamento social apresenta uma capacidade para
servir 70 utentes, aumentando a capacidade inclusiva da sociedade
micaelense. Esta obra insere-se, assim, no objetivo definido de “não
deixar ninguém para trás”, o qual se aplica ao trabalho desenvolvido em
favor “daqueles que estão numa situação de maior fragilidade”,
sustentou o líder do executivo açoriano.Vasco Cordeiro adiantou
que, na área do apoio à deficiência, foi possível triplicar o número de
vagas disponíveis em Centros de Atividades Ocupacionais e em Lares
Residenciais, que representaram, entre obras já concluídas e obras que
estão a decorrer, um esforço de investimento que aumentou cerca de 50
por cento nos últimos anos.“Mas, sem o contributo de associações
como a Seara do Trigo, seria muito mais difícil, para não dizer
impossível, estarmos onde estamos” nesta área do apoio social, sublinhou
o presidente do GovernoRegional, acrescentando que os “verdadeiros
heróis e heroínas desta caminhada estão do lado de quem dedica o seu
tempo e o seu esforço por inteiro a fazer esta caminhada” rumo a uma
Região cada vez mais solidária e inclusiva.Na sua intervenção, Vasco
Cordeiro adiantou, por outro lado, que esse objetivo de não deixar
ninguém para trás não pode ser apenas das entidades públicas ou das
entidades privadas que, de forma mais direta, colaboram com as entidades
públicas, mas sim algo “que diz muito daquilo que somos como sociedade e
como comunidade”.