Imposto sobre "fast food" não faz com que se coma mais saudável

Saúde

6 de set. de 2011, 11:10 — Lusa/AO online

“A posição da DECO sobre os impostos e produtos alimentares, como o “fast food” e outros alimentos menos saudáveis, é de que isso só vai aumentar o orçamento do Estado e não vai fazer com que as pessoas se alimentem de forma mais saudável”, declarou Jorge Morgado. O comentário do secretário-geral da DECO acontece na sequência das declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, na segunda-feira, que defendeu a criação de um imposto sobre a “fast food” e outros alimentos prejudiciais à saúde, avisando que não são possíveis mais cortes no sector sem pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS). “O que nós pensamos é que é preciso informar, esclarecer, educar as pessoas sobre o assunto, fazer campanhas sobre uma alimentação mais saudável. Há muito tempo que não há campanhas neste sentido”, referiu. Jorge Morgado sublinhou que a posição da DECO é de que alguns alimentos básicos como pão, leite e ovos, devem ser isentos do IVA, “para ajudar a população mais desfavorecida a ter acesso a estes produtos”. Para o responsável, os alimentos da chamada dieta mediterrânica – considerada por especialistas como uma alimentação saudável - deveriam ainda ter um IVA de valor mínimo.