Importância geoestratégica dos Açores deve ser acompanhada de investimento
Hoje 16:32
— Lusa/AO Online
José Manuel Bolieiro, que
intervinha nas comemorações do 33.º aniversário do Comando Operacional
dos Açores (COA), em Ponta Delgada, destacou o “papel estratégico da
região e o contributo das Forças Armadas para a segurança e coesão
nacional” e sublinhou que “o posicionamento dos Açores no Atlântico é um
ativo estratégico para Portugal que deve ser valorizado e trabalhado em
conjunto”.O presidente do Governo
Regional destacou, por outro lado, a ligação histórica e de confiança
existente entre a região e as Forças Armadas: "são parceiras naturais
dos Açores, com um papel fundamental na segurança, na proteção do
território e no apoio às populações”.De
acordo com Bolieiro, “num território disperso e insular, a sua atuação
ganha uma importância ainda maior”, sendo que a cooperação deve
continuar a ser reforçada, “como um fator de coesão nacional e de
segurança partilhada”.O presidente da
Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Garcia, referiu, por seu turno,
“o papel determinante [das Forças Armadas] na afirmação dos Açores como
espaço estratégico central no Atlântico e na salvaguarda da soberania e
dos interesses nacionais”.O líder do
parlamento açoriano sublinhou “o rigor, a prontidão e a capacidade de
coordenação conjunta dos meios da Marinha, do Exército e da Força
Aérea”, num quadro “cada vez mais exigente” para a segurança e defesa no
espaço atlântico.O Comando Operacional
dos Açores “constitui uma estrutura essencial à projeção e credibilidade
das Forças Armadas na região, assegurando uma resposta eficaz e
articulada na defesa do território e no apoio às populações”, referiu.Já
o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general
João Cartaxo Alves, realçou o papel do COA ao longo de mais de três
décadas como “pilar principal da capacidade operacional das Forças
Armadas Portuguesas nos Açores e no Atlântico”.O
general destacou a importância da presença militar na região, referindo
missões como a vigilância de “extensas áreas marítimas e aéreas,
operações de busca e salvamento em cenários exigentes, evacuações
aeromédicas urgentes e apoio imediato às autoridades civis”.“Sem
esta capacidade instalada, a resposta a emergências seria
inevitavelmente mais lenta, mais limitada e, em muitos casos,
insuficiente para salvaguardar vidas e bens”, afirmou.O
CEMGFA sublinhou ainda o papel estratégico dos Açores no atual contexto
internacional, referindo que é “também a partir dos Açores que Portugal
afirma, de forma concreta, a sua capacidade de atuar num espaço
marítimo de elevada relevância estratégica, contribuindo para a
segurança nacional e para a dos seus aliados”.A
cerimónia ficou marcada por uma homenagem aos militares e trabalhadores
civis que morreram em serviço no COA, bem como a imposição de
condecorações aos militares que mais se distinguiram ao longo do último
ano.