Ilha de São Miguel com novas restrições

Covid-19

15 de jan. de 2021, 10:46 — Susete Rodrigues/Lusa/AO Online

O recolher obrigatório na ilha de São Miguel entra em vigor às 00h00 do dia 16 de janeiro 2021, sendo que este fim de semana é a partir das 15h00. A partir de segunda-feira e até sexta-feira, será das 20h00 às 05h00Estão previstas várias exceções à proibição de circulação na via pública, como deslocações por motivos de saúde, para o trabalho e para a compra de bens essenciais.Refira-se que segundo disse o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, na quarta-feira, as duas cercas sanitárias e o novo horário do recolher obrigatório, iria entrar em vigor às 00h00 do dia 15 janeiro, no entanto e de acordo com o Decreto Regulamentar Regional n.º 1-B/2021/A de 14 de janeiro de 2021 - Regulamenta, na Região Autónoma dos Açores, a aplicação do Decreto do Presidente da República n.º 6-B/2021, de 13 de janeiro, que renova o estado de emergência -, publicado esta sexta-feira em Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores, apenas as cercas sanitárias estão em vigor (00h00 do dia 15 janeiro).O novo diploma do Governo Regional determina ainda o encerramento de ginásios, piscinas cobertas, casinos e estabelecimentos de jogos em toda a ilha de São Miguel.Com a implementação das cercas, que vigorarão até 22 de janeiro, fica proibida a circulação e permanência na via pública e é determinado o encerramento dos estabelecimentos de ensino, de restauração, bebidas, similares e cafés e o cancelamento de todos os eventos culturais ou de convívio social alargado. "A avaliação que fazemos é a de que devemos renovar as medidas deste sistema pioneiro no quadro da prorrogação do estado de emergência para o país, pelo que vamos reforçar as que se justificam e nos lugares onde a transmissão é mais grave", disse o presidente do executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, José Manuel Bolieiro, na quarta-feira.Defendendo que é preferível “ser excessivo na prudência do que negligente na ação”, José Manuel Bolieiro referiu que a realidade epidemiológica nos Açores “é muito específica e diferente de ilha para ilha”.