IL quer mais esclarecimentos sobre utilização das Lajes mas afasta comissão de inquérito

Hoje 10:56 — Lusa/AO Online

“Eu acho que o importante relativamente a esse tema é perceber se o acordo que existe para a utilização da Base das Lajes está a ser cumprido ou não”, afirmou Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas, à margem de uma ação no Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa.Interrogada sobre as propostas de PCP e BE para avançar com uma comissão de inquérito parlamentar, Mariana Leitão  criticou estas iniciativas.“Essa comissão parlamentar de inquérito está a ser promovida com base numa questão ideológica profunda. Aliás, basta ler o texto que suporta a proposta de comissão para se perceber que aquilo é uma questão anti-imperialista, anti-Estados Unidos da América, anti-quase-tudo, anti-capitalismo e, portanto, é uma comissão parlamentar de inquérito que está a ser proposta por uma questão meramente ideológica e não necessariamente porque se pretendam quaisquer esclarecimentos”, criticou.Para a IL, o importante é “perceber os termos em que o acordo está a ser cumprido ou não e só depois disso é que se poderá pensar em outros passos, nunca nesta fase, muito menos numa comissão parlamentar de inquérito nesta fase”.A utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos da América, voltou à ordem do dia depois de na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter elogiado Portugal por aceitar o pedido dos Estados Unidos para utilizar a base no conflito com o Irão. Em entrevista à Fox News, Marco Rubio disse mesmo que essa autorização foi dada ainda antes de Portugal saber qual seria o pedido.Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que “o pedido a Portugal para utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o Governo português só autorizou mediante condições que foram logo tornadas públicas e que são conhecidas”.A Base das Lajes, nos Açores, é utilizada militarmente pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação.