IL insiste em comissão de inquérito sobre incêndio Hospital de Ponta Delgada
18 de jul. de 2024, 17:18
— Lusa/AO Online
“Existem
oito forças políticas representadas no parlamento dos Açores, mas
apenas quatro têm a prerrogativa legal de poder suscitar a constituição
de uma comissão parlamentar de inquérito. Insisto, pois, na exortação às
diferentes bancadas que têm o poder de propor a constituição de uma
comissão de inquérito para que o façam”, afirma o deputado único da
IL/Açores, Nuno Barata, citado num comunicado.A
IL, por ser uma representação parlamentar, está impedida pelo regimento
do funcionamento da Assembleia Legislativa de avançar com a proposta de
criação de comissões parlamentares.O
liberal falava em reação ao hospital modular de Ponta Delgada, que foi
apresentado na quarta-feira pelo presidente do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, e pela secretária regional da
Saúde, Mónica Seidi, aos partidos com assento parlamentar, numa sessão
que contou apenas com a presença de PSD, CDS-PP, PPM e Chega.O
hospital modular pretende colmatar a inoperacionalidade do Hospital
Divino Espírito Santo (HDES) na sequência do incêndio de 04 de maio.Quando
questionado acerca da ausência da IL à sessão de apresentação, Nuno
Barata voltou a exortar “os partidos políticos com poder para tal, a
avançarem com a constituição de uma comissão de inquérito” ao caso do
incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo.“Depois
do debate parlamentar que se realizou a semana passada e das atitudes e
decisões unilaterais do Governo Regional sobram mais dúvidas do que
esclarecimentos” sobre o incêndio, afirma.Além
do "total esclarecimento" das causas do incêndio no maior hospital de
Ponta Delgada, o parlamentar considera que é preciso também apurar
"todas as decisões que se seguiram" ao sinistro.“Não
faz sentido agora, depois da decisão tomada, o Governo Regional querer
explicar aos partidos políticos porque é que tomou determinada decisão.
Não é assim que se dignifica a propalada centralização do parlamento,
nem é assim que se dialoga”, frisa Nuno Barata.Segundo
o deputado único da IL no parlamento açoriano, “também por via das
decisões unilaterais adotadas pelo Governo de coligação, importa
escalpelizar todo o processo".No
comunicado, o parlamentar ressalva que, “mais do que passar culpas”,
importa esclarecer os açorianos sobre as capacidades de resposta do
Serviço Regional de Saúde, em caso de mais alguma calamidade. Para
Nuno Barata “o que se passou no Hospital de Ponta Delgada é uma questão
que ultrapassa, inclusivamente, o que aconteceu no dia 04 de maio (dia
do incêndio) e que tem de ser devidamente esclarecido". O
incêndio que deflagrou em 04 de maio no hospital de Ponta Delgada,
cujos prejuízos estão estimados em 24 milhões de euros, obrigou à
transferência de todos os doentes que estavam internados para vários
locais dos Açores, Madeira e continente.A 18 de junho, o Governo dos Açores revelou a intenção de ter o hospital
modular a funcionar em agosto, um projeto que, no total, vai custar mais
de 12 milhões de euros.