IL defende promoção do destino Açores e privatização dos transportes
Açores/Eleições
15 de out. de 2020, 15:21
— Lusa/AO Online
Em
declarações à Lusa, durante uma visita ao empreendimento turístico
Furnas Lake Villas, o líder regional da Iniciativa Liberal, Nuno Barata,
defendeu que, “no caso do turismo, o que é preciso fazer é o Estado
cumprir o seu papel de promoção do destino e manutenção da notoriedade
do destino, o resto fica por conta dos empresários”.Em
relação ao transporte marítimo, Nuno Barata insistiu na privatização da
Atlânticoline, mas ressalvou que se deve “manter o transporte
[marítimo] de passageiros apenas nas ilhas do triângulo (Faial, Pico e
São Jorge) e abandonar o resto”.Questionado
pela Lusa sobre as ligações no grupo ocidental, admitiu, para essas
ilhas “uma solução, uma concessão intermédia entre o compromisso público
e o compromisso privado”, mas prosseguiu lembrando que “sempre houve
ligações entre o Corvo e as Flores e há ainda ligações privadas, e, se
não há melhores ligações privadas, foi porque a região entendeu meter-se
ao barulho”.Ao acabar com grande parte
das rotas de transporte marítimo nos Açores, a ideia é “pegar nesses
potenciais clientes e pô-los ao serviço da companhia aérea regional”,
que diz ser “um instrumento fundamental de coesão social, coesão
económica e, inclusivamente de construção de unidade política”,
concretizou o candidato pelos círculos de São Miguel e de compensação.Já
no que toca à SATA, o programa do partido é omisso, afirmando, sem
nunca mencionar o nome da companhia aérea regional, que é preciso
“acabar com monopólios protecionistas” e “evitar a dependência de uma
única empresa na prestação de serviços”, estimulando “a concorrência
privada”.Nuno Barata esclareceu hoje que a
Iniciativa Liberal “não é a favor de se acabar com a SATA, o que
defende é que ela deve ser gerida segundo moldes da iniciativa privada,
como uma empresa e não como um instrumento de captação de votos ou de
resolver problemas de emprego localizados”.Assim,
defende a privatização da SATA, depois de uma reestruturação, que deve
ser feita na esfera pública, com a “liberalização das rotas que são
liberalizáveis, que são rentáveis, e serviço público concessionado a
privados nas rotas que não são apetecíveis à liberalização”.Questionado
sobre porque é que o programa do partido refere, especificamente, a
privatização da Atlânticoline e da RTP Açores, mas é omisso em relação à
SATA, o líder regional afirmou que isso acontece porque “qualquer uma
das outras podem ser privatizadas a qualquer momento”, mas na “SATA já
houve duas tentativas e os concursos ficaram desertos”.Isso
aconteceu, considera, “porque foram feitos cadernos de encargos
precisamente para não a vender” e “porque ninguém quer assumir, por
exemplo, que a Azores Airlines não tem condições de manter a sua
atividade, mesmo que o acionista não interfira na sua gestão”.As
legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças
políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional:
PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega,
Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.No
arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada
uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não
aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.