IL critica versão final do novo regime laboral dos Matadouros
22 de out. de 2024, 09:17
— Rui Jorge Cabral
O deputado da Iniciativa Liberal (IL) no parlamento açoriano, Nuno
Barata, criticou a versão final do novo regime laboral dos trabalhadores
dos Matadouros, aprovado pelos partidos da coligação que suporta o
Governo Regional (PSD, CDS e PPM) e pelo Chega.No entender dos
liberais, o regime agora aprovado prevê um suplemento de prevenção que
será remunerado como se fossem horas extraordinárias ou trabalho
suplementar, o que pode gerar problemas futuros.Citado em nota de
imprensa, Nuno Barata considerou que “este diploma pretendeu resolver
questões laborais antigas dos trabalhadores dos matadouros regionais,
que durante vários anos enfrentaram a alegação dos governos regionais de
que a Região não tinha competências para legislar sobre essa matéria.
Agora, fruto da introdução de muitas propostas de alteração apresentadas
por diversos partidos, a legislação permite criar um regime de
carreiras pluricategoriais para os trabalhadores da rede regional de
abate e foi ao encontro da maioria das reivindicações, mas continua a
apresentar problemas”.Para Nuno Barata, “se dúvidas houvessem sobre a
falta de qualidade do diploma que o governo apresentou ao Parlamento,
essas dúvidas ficam esclarecidas com as inúmeras propostas de alteração
que a própria coligação que suporta o governo apresentou, o que não é
senão a confirmação da incapacidade do seu governo de fazer bem feito”.Recordando
que a IL “foi o primeiro partido a apresentar várias alterações” à
legislação proposta pelo governo, “visando garantir maior justiça para
os trabalhadores, sobretudo aqueles com mais anos de serviço”, Nuno
Barata lamentou que as propostas tivessem sido rejeitadas pela coligação
e pelo Chega, que “aprovaram um sistema que não corresponde ao regime
de prevenção legalmente previsto”. E lamentou ainda que o diploma final
aprovado “não tenha sido analisado convenientemente com os sindicatos e
representantes dos trabalhadores”.