IL critica Governo dos Açores por deixar fundos europeus para a “última hora”
15 de set. de 2025, 17:40
— Lusa/AO Online
“Custa-me dizer desta
forma, mas é o culminar de um conjunto de incompetências e de
incapacidade do Governo Regional de cumprir mais cedo, mais
atempadamente, tudo aquilo que estava programado quer do PRR [Plano de
Recuperação e Resiliência], quer do PO2030 [Programa Operacional]”,
afirmou Nuno Barata.O deputado liberal
falava na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após uma reunião com o
líder do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, que
está a receber os partidos e parceiros sociais a propósito da elaboração
do Plano e Orçamento para 2026.Nuno
Barata considerou que a prioridade do Governo Regional em executar os
fundos europeus em 2026 vai obrigar a que “todo o esforço financeiro,
físico e empresarial” da região seja feito num “único ano”.“Não
se fez o trabalho a tempo e a horas. É mais ou menos como aquele mau
aluno que deixa para a última hora, do último dia, no intervalo antes da
última aula, para fazer o trabalho de casa”, comparou.O
parlamentar da IL mostrou preocupação com o aumento do endividamento da
região e adiantou que a dívida pública vai ser acrescida de 150 milhões
de euros.“São mais 150 milhões de euros
para a nossa responsabilidade intergeracional, ou seja, são mais 150
milhões de euros para os jovens, que serão homens de trabalho daqui a
meia dúzia anos, começarem a pagar”, condenou.Nuno Barata disse ainda que o partido vai esperar pelos documentos para reunir os órgãos internos e decidir o sentido de voto.A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2026 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional.O
Plano e Orçamento da região para 2025 foram aprovados em novembro de
2024 com os votos a favor do Chega e dos partidos da coligação do
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), tendo PS, BE, IL e PAN votado contra.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outros partidos com assento
parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.