IL considera essencial “estancar atual êxodo populacional”
Legislativas
8 de mai. de 2025, 10:26
— Ana Carvalho Melo
O coordenador regional e cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) pelo
círculo eleitoral dos Açores nas eleições legislativas do próximo dia
18 de maio considera que “é essencial estancar o atual êxodo
populacional”, sobretudo de jovens, de modo que “a Região mantenha
oportunidades para maximizar o seu futuro”.Hugo Almeida, que falava
após se reunir com a presidente do Conselho Económico e Social dos
Açores (CESA), Piedade Lalanda, explicou que, neste encontro, foram
discutidos os principais desafios socioeconómicos da Região, destacando
temas “como o declínio demográfico, o envelhecimento da população, as
dinâmicas de emprego e desemprego, e o papel da educação enquanto motor
de mobilidade social e desenvolvimento económico”.“Destaca-se da
reunião a preocupação em garantir a maximização de oportunidades através
do crescimento económico, como instrumento fundamental para fixar
jovens na Região”, afirmou Hugo Almeida aos jornalistas, citado em nota
enviada à comunicação social.Acrescentou ainda que “há a necessidade
urgente de travar a gritante redução de população na faixa etária dos
20 aos 35 anos – uma geração com elevado potencial produtivo e a que
mais pode contribuir para a dinâmica económica dos Açores”.Ainda
durante este período de campanha para as legislativas, Hugo Almeida
reuniu-se com o Comando Regional da PSP e com o SINAPOL – Sindicato
Nacional de Polícias, para indagar sobre o estado das forças de
segurança pública nos Açores.“O objetivo destas reuniões era aferir
as atuais condições de trabalho dos profissionais da Polícia de
Segurança Pública na Região. Sou forçado a destacar o profissionalismo e
dedicação dos agentes, mas não posso deixar de alertar para o estado de
degradação dos edifícios onde operam”, afirmou.E continuou
sublinhando que “a segurança é indiscutivelmente uma das funções
essenciais do Estado”, pelo que, defendeu, “devemos continuar a
valorizar estes profissionais e as condições em que laboram, tornando a
profissão mais atrativa e assegurando que a sua missão primordial –
garantir a segurança dos cidadãos – continue a ser cumprida com
eficácia”.Hugo Almeida relembrou ainda que “algumas aparentes
melhorias, como a redução de ocorrências, escondem uma realidade
preocupante: a falta de agentes no terreno”, aliás, tal como “já
reconhecido publicamente pela própria Ministra da Administração Interna,
faltam cerca de 200 agentes na Região, uma lacuna grave que compromete a
eficácia do trabalho policial e a segurança da população”.