IL acusa Costa de estar a “esgotar a sua própria solução política” e fazer constante campanha

24 de abr. de 2023, 22:31 — Lusa /AO Online

“Saio daqui convencido de que o PS está numa dinâmica de destruição da sua própria solução. O primeiro-ministro está com tempos muito curtos, está em constante campanha eleitoral, constantemente a apresentar medidas porque sente que o país lhe está a fugir”, disse aos jornalistas Rui Rocha no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.Para o presidente da IL, a maioria absoluta “já não resolve os problemas do país de todo” e apenas permite a António Costa “ter a tentação de continuar agarrado ao poder sem que isso contribua beneficamente para o país”.“António Costa está-se a encarregar de esgotar a sua própria solução política”, acusou, reiterando que “é nociva a continuidade desta solução política”.Rui Rocha criticou ainda “um primeiro-ministro completamente focado para dentro do seu próprio partido, a falar para dentro do seu partido, sem opções, sem soluções para o país”.“Aquilo que eu disse ao senhor Presidente da República é que a Iniciativa Liberal faz parte da solução. Uma solução não de mudar um Governo por mudar para que tudo continue na mesma, mas porque é preciso mudar o país e é preciso mudar este cenário de estagnação”, referiu, considerando que a responsabilidade dos liberais neste momento é apresentar soluções e propostas aos portugueses.Questionado sobre eventuais entendimentos pós-eleitorais, o líder da IL afirmou que tem “sido muito claro” e que isso o dispensa “de estar sucessivamente a repetir seja o que for relativamente a isso”.“A IL foi muito clara com quem se entende e com quem não se entende e portanto isso liberta a IL para discutir o futuro do país e portanto eu não tenho necessidade de estar sistematicamente a responder a isso porque já fui muito claro”, enfatizou.Rui Rocha sempre disse que recusa integrar qualquer solução governativa que envolva o Chega.Para o presidente liberal, “há uma decadência evidente das instituições”, sendo urgente “valorizar o esforço, o sucesso e o trabalho” e compensar devidamente quem trabalha em Portugal.“É preciso, de uma vez por todas, começar a dizer: deixem os portugueses trabalhar, e o PS não tem feito isso, tem impedido que os portugueses possam trabalhar, possam realizar-se, possam crescer com o país”, criticou.Questionado sobre a notícia avançada hoje pelo Jornal de Notícias sobre a saída de 14 militantes da ala conservadora que contestam as políticas identitárias do partido, Rui Rocha começou por referir que a IL tem "um programa político muito claro e programas eleitorais muito claros"."É verdade que temos a notícia de saída de 14 pessoas, mas desde a convenção, em janeiro, aumentou em dezenas o número de novos membros da Iniciativa Liberal e, portanto, o balanço que eu faço é positivo. O partido está a crescer", disse.Por isso, para o líder da IL, estas pessoas que saem do partido "têm toda a legitimidade para o fazer" porque "não se reveem", sendo também "legítimo que esta Comissão Executiva defenda aquilo que foi aprovado na Convenção Nacional".O presidente da IL pediu, no início de março, esta audiência ao Presidente da República sobre a ausência de voto antecipado em mobilidade nas regionais da Madeira, fazendo um apelo às autoridades daquela região autónoma para que se avance com esta possibilidade, uma preocupação que levou a Marcelo Rebelo de Sousa e que considerou ter conseguido sensibilizar.