IL acusa António Costa de ser o “grande responsável político”
TAP
7 de mar. de 2023, 09:42
— Lusa/AO Online
“António
Costa é o grande responsável político por toda esta situação. Como a IL
tem dito desde do início, muitas vezes sozinha e não acompanhada,
estamos perante uma péssima decisão política que foi a renacionalização
da TAP”, afirmou Rui Rocha, em declarações à comunicação social na
cidade açoriana da Horta.Para Rui Rocha,
existe uma “tentativa” de “ilibar o poder político” da situação,
considerando que deve existir um “julgamento de censura politica muito
forte” sobre o primeiro-ministro António Costa.“Tem
de haver um julgamento político sobre a gestão da TAP no seu conjunto.
Nós não podemos ver o poder politico, o governo, a ficar de fora de uma
avaliação sobre a condução de todas estas situações”, reforçou.A
Inspeção-Geral das Finanças (IGF) concluiu que o acordo celebrado para a
saída de Alexandra Reis da TAP é nulo, adiantou o Governo, que vai
pedir a restituição dos valores.Na
sequência do relatório da IGF, o Governo exonerou o presidente do
Conselho de Administração e a presidente executiva da TAP, Manuel Beja e
Christine Ourmières-Widener.O presidente
da IL afirmou que o relatório da IGF confirma o “óbvio”, referindo-se à
existência de uma “gestão inadequada” na saída de Alexandra Reis da
transportadora.“Temos uma consequência
grave. A demissão em direto na televisão de uma equipa de gestão da TAP.
Isso contraria aquilo que o primeiro-ministro foi dizendo ao longo do
tempo de que se tratavam de casos e casinhos. Isto não é um casinho. É
um caso grave”, realçou.O liberal
considerou ainda que as decisões políticas sobre a TAP demonstraram uma
“falta de respeito pelo dinheiro dos contribuintes”.“Tudo
isto não devia ter acontecido. A TAP deveria ter permanecido uma
empresa privada porque quem paga no final todos estes atos de gestão e
todas essas decisões politicamente erradas são os portugueses. É preciso
chamar a António Costa à responsabilidade”, insistiu.Sobre
o novo presidente da TAP, Luís Rodrigues, que liderava a companhia
açoriana SATA, Rui Rocha disse esperar que se “encontre uma gestão
competente e estável” para conduzir o processo de privatização.“Não
vou fazer comentários concretos sobre a pessoa. A TAP, como se sabe,
está num processo de início de diligências no sentido da sua
privatização. Essa privatização é urgente”, assinalou.O
ministro das Finanças defendeu que o Governo adotou as decisões
necessárias para o bom funcionamento da TAP e para um “virar de página”,
no âmbito do processo que envolveu Alexandra Reis.Para
a IGF, independentemente de Alexandra Reis ter saído por "denúncia ou
demissão por mera conveniência", esta "terá de devolver à TAP os valores
que recebeu na sequência da cessação de funções enquanto
Administradora, os quais ascendem a 443.500 euros, a que acrescem, pelo
menos, 6.610,26 euros, correspondentes a benefícios em espécie".