IL/Açores quer alunos com possibilidade de acesso a manuais em papel
Hoje 17:12
— Lusa/AO Online
Citado
em nota de imprensa, o deputado refere que o objetivo é “garantir que
os alunos açorianos continuam a ter acesso gratuito a manuais em papel,
se não optarem pelos manuais digitais” e acusa o Governo Regional de
interpretar a lei em vigor “de forma restritiva”.Pretende-se
com esta iniciativa “garantir às famílias açorianas a liberdade de
escolher entre manuais escolares digitais ou físicos, sem perder o
direito à gratuitidade” prevista na lei, explica.Nuno
Barata considera que a introdução dos manuais digitais nas escolas
açorianas e a interpretação adotada pelo Governo Regional, de que a
disponibilização destes recursos dispensa a entrega de manuais em papel,
“obriga os encarregados de educação que os pretendam a suportar os
respetivos custos”.De acordo com o
parlamentar, “essa interpretação contraria o espírito do regime de
empréstimo de manuais escolares criado nos Açores em 2012 e limita
injustificadamente a liberdade de escolha das famílias”, uma vez que “a
gratuitidade dos manuais escolares não pode depender do formato
escolhido”.“Os pais devem poder decidir
qual o instrumento pedagógico que consideram mais adequado para os seus
filhos sem serem penalizados financeiramente por isso”, refere.Para
o deputado, os manuais digitais “podem ser uma ferramenta útil, mas não
podem transformar-se numa obrigação encapotada”, considerando que “a
modernização do ensino não se faz retirando opções às famílias, faz-se
acrescentando opções e respeitando a diversidade das necessidades
educativas”.Nuno Barata sustenta que “têm
sido, cada vez mais frequentes, as preocupações manifestadas por pais,
professores e especialistas relativamente aos impactos da utilização
exclusiva de plataformas digitais na aprendizagem, na concentração e nos
hábitos de estudo dos alunos”.Nuno Barata
considera que a “coexistência de manuais físicos e digitais constitui
uma solução mais equilibrada, inclusiva e adaptada às diferentes
realidades dos alunos açorianos”.A
introdução dos manuais digitais nos Açores arrancou no ano letivo de
2022/2023, visando promover uma educação mais inclusiva, reduzir o peso
nas mochilas e superar desafios logísticos de transporte entre ilhas”.