IL/Açores quer alterações legislativas para atuação nas drogas sintéticas

Autárquicas

2 de out. de 2025, 12:32 — Lusa/AO Online

A candidata da IL/Açores à Câmara Municipal de Ponta Delgada, Alexandra Cunha, criticou anteontem o Governo da República por “tardar em alterar” a legislação relativa às drogas sintéticas, no sentido de permitir que, no concelho, as autoridades possam atuar.No primeiro dia de campanha eleitoral, a candidata reuniu-se com a Associação Alternativa – Associação Contra as Dependências, tendo afirmado que sempre foi “crítica” no que respeita ao “combate às dependências” durante as suas funções como deputada municipal nos últimos quatro anos.A candidata saiu do encontro “naturalmente preocupada, porque a situação não se tem vindo a resolver, mas a agravar-se”.Alexandra Cunha afirmou que existem “mais de 100 jovens adultos sinalizados em tratamento e acompanhamento”, acrescentando que o Governo da República “tarda em alterar o quadro legislativo em relação às drogas sintéticas”, para que “todas as autoridades consigam atuar” no concelho de Ponta Delgada.E criticou também o Governo dos Açores por dar “continuidade aos mesmos planos de combate e redução das dependências, similares aos anos anteriores, quando a problemática é naturalmente diferente”.Alexandra Cunha identificou as dependências no digital, a quantidade de bebidas energéticas que os jovens consomem, aliadas aos jogos ‘online’, que, “no futuro, levam à procura de outras respostas”, começando “aí a grande problemática das toxicodependências”.A candidata defendeu que “há um trabalho grande que tem de ser feito ao nível da prevenção”, estando “na altura de a região encarar de frente respostas musculadas ao nível da saúde mental”, como uma clínica aliada a comunidades terapêuticas, que “consigam dar uma resposta célere e musculada”.Questionada sobre a resposta da Câmara Municipal de Ponta Delgada no combate às toxicodependências, a candidata enalteceu o “trabalho meritório no que concerne às respostas sociais”, apesar de a autarquia não ter “todas as capacidades financeiras para o fazer”.“Aquilo que defendemos é que haja uma articulação mais eficaz com o Governo Regional, que tem de ser um parceiro”, afirmou Alexandra Cunha, preconizando a descentralização de competências para a autarquia, que, “como poder de proximidade, consiga operacionalizar, monitorizar e ter dados para o combate às dependências”.Alexandra Cunha frisou a necessidade de se trabalhar de “forma articulada, em rede”.