IL/Açores pede esclarecimento sobre funcionamento de hospital na ilha Terceira
30 de ago. de 2022, 08:49
— Lusa/AO Online
Em requerimento entregue na Assembleia
Legislativa Regional dos Açores, o parlamentar diz ter sido contactado
por responsáveis médicos do Hospital da Terceira após “informações
públicas e publicadas na imprensa regional dando nota de falta de
recursos médicos para assegurar em condições de qualidade e segurança os
serviços de urgência”.“Responsáveis
médicos, prestadores de serviço nas urgências desta unidade hospitalar
apresentaram à Representação Parlamentar da IL/Açores queixas
relativamente ao insuficiente número de médicos por turno naquele
serviço hospitalar”, afirma o deputado, citado em nota de imprensa.Nuno
Barata salvaguarda que “tais responsáveis alegam que é manifestamente
insuficiente quatro elementos médicos a compor uma equipa de serviço de
urgência, em dias úteis até às 16:00, desresponsabilizando-se de
possíveis desfechos desfavoráveis na prestação de cuidados aos utentes”.Segundo
os liberais, “no turno entre as 20:00 e as 08:00, fica apenas um médico
de serviço nas urgências do Hospital de Santo Espírito da Ilha
Terceira”, sendo que “os médicos prestadores de serviço nas urgências
sentem-se entregues à sorte, apontando que já fizeram tais alertas a
quem de direito e que não se vislumbraram alterações ao nível dos
procedimentos”.A IL/Açores refere que “o
Conselho de Administração da unidade hospitalar justifica-se com férias
de pessoal, admite a existência de queixas verbais e escritas, mas
recusa perigo de colapso nas urgências hospitalares” na ilha Terceira.O
deputado quer apurar se “o Governo Regional tem conhecimento formal das
queixas verbais e escritas apresentadas por responsáveis médicos do
serviço de urgência do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira
quanto à manifesta insuficiência de recursos humanos naquele serviço,
que podem perigar na prestação de cuidados diferenciados aos utentes”.Nuno
Barata questiona sobre “quando foram tornadas públicas e publicadas na
imprensa as queixas referidas” e se o Governo Regional fez alguma
diligência “junto da administração hospitalar ou dos clínicos queixosos
no sentido de perceber os reais motivos das queixas apresentadas”.A
IL/Açores quer saber “quais são as linhas orientadoras definidas pelas
organizações de saúde quanto à composição mínima do quadro de médicos,
enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes e
auxiliares necessários ao normal e eficiente serviço das urgências
hospitalares, respetivamente no Hospital da Ilha Terceira”.“Considera
o Governo Regional que quatro médicos por turno, no período entre as
08:00 e as 16:00, nos dias úteis, é o adequado para a prestação de um
serviço de qualidade e sem colocar em causa a responsabilidade dos
médicos de serviço?”, questiona ainda o deputado.